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Museu Nacional Soares dos Reis vai ter obras de restauro, mas continua de portas abertas

Com um investimento de 1,3 milhões de euros, as obras vão durar dez meses e vão permitir o restauro e conservação de vários espaços e obras do museu portuense.

Ana Catarina Peixoto
Escrito por
Ana Catarina Peixoto
Jornalista, Porto
Museu Soares dos Reis
@ João Allen | Museu Soares dos Reis
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Ao longo dos próximos meses, o Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) vai ser alvo de obras de conservação e restauro. Mas não se preocupe, vai continuar a poder explorar a vasta colecção de obras de cerâmica, escultura, gravura, joalharia, ourivesaria, têxteis e vidros deste museu, uma vez que o edifício continua de portas abertas ao público e em funcionamento. A empreitada conta um investimento de 1,3 milhões de euros, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

As obras, informa o MNSR em nota de imprensa, vão incluir vários trabalhos, como a substituição integral do telhado do Palácio dos Carrancas, onde se encontra instalado o museu, bem como "a revisão do telhado do edifício técnico; a revisão integral (restauro/substituição) de todos os vãos exteriores – janelas e portas; o tratamento e pinturas de portadas; a pintura integral de todos os paramentos do edifício e a conservação e restauro do painel de azulejos do Picadeiro”. 

Apesar de todos estes trabalhos, que vão durar dez meses, o MNSR garante que o museu “irá manter-se aberto ao público e em pleno funcionamento, tendo sido delineado um plano de trabalho para minimizar o impacto das obras no circuito de visitas do espaço museológico”.

Inaugurado em 1940 no Palácio das Carrancas, o Museu Nacional Soares dos Reis é um dos mais relevantes do país (e o primeiro museu público, ainda que com outro nome e morada). Por aqui pode apreciar obras como O Desterrado, de Soares dos Reis, mas também outros trabalhos de grandes autores portugueses, como Henrique Pousão, Silva Porto, António Carneiro, Aurélia de Souza ou Amadeo de Souza-Cardoso. Mais recentemente, é também possível ver a pintura Descida da Cruz, de Domingos Sequeira, que integra a exposição de longa duração do museu portuense. 

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