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O Batalha Centro de Cinema começa 2026 no feminino. E há muito mais em jogo

Em ano de Mundial de Futebol, o pontapé de saída da programação do Batalha Centro de Cinema faz-se no feminino. Mas há muito em jogo para ver até Julho do próximo ano.

Escrito por
Manuela Bagão
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©DR | Como Se Conquista Um Milionário (1953)
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Enquanto queimamos os últimos cartuchos de 2025, o Batalha planeou 2026. A programação é bastante plural, chamando praticamente todos os públicos ao cinema, entre ciclos temáticos, retrospectivas, festivais ou uma maratona para os mais valentes.

De 22 de Janeiro a 10 de Abril, a comédia toma conta do Batalha com o ciclo Rir para não Chorar: Mulheres e Humor no Cinema, que arranca a programação de 2026. Um programa com curadoria de Martha Kirszenbaum, Lídia Queirós e Joana de Sousa, composto por comédias realizadas por mulheres, compreendidas num espaço de tempo que abrange praticamente toda a história do cinema, ou seja, de 1914 a 2025.

O mais antigo é o mudo Mabel’s Blunder, realizado e protagonizado pela norte-americana Mabel Normand, estrela do cinema mudo norte-americano que chegou a dirigir Charlie Chaplin noutro filme “Mabel”. O filme mais recente deste ciclo é L'Aura, da cineasta franco-senegalesa-maliana Fanta Sylla, que tem como cenário ambiente queer racializado no bairro parisiense de La Goutte d’Or. Pelo meio, destaque para Pasqualino das Sete Beldades (1975), da italiana Lina Wertmüller, a primeira mulher da história a ser nomeada ao Óscar de Realização, num filme que teve quatro nomeações. A programação completa já pode ser consultada no site do Batalha.

Nos meses seguintes, entre Abril e Junho, entra em jogo o ciclo Desporto no Cinema, à boleia do Campeonato Mundial de Futebol, que terá início no mês de Junho. A curadoria é dos cineastas André Gil Mata e Cláudia Varejão, e dos críticos de cinema Guilherme Blanc e Nuno Crespo, num ciclo que promete reunir obras que têm em comum o tema do desporto, mas do ponto de vista da expressão cultural e da inovação na sétima arte. Neste caso, a programação ainda não foi anunciada.

Batalha Atrás de Batalha
©DRBatalha Atrás de Batalha

O ano de 2026 no Batalha será também marcado por algumas retrospectivas. Entre elas, uma dedicada ao realizador palestiniano Kamal Aljafari, que arranca a 25 de Fevereiro e contará com a presença do cineasta, que virá ao Porto para uma masterclass e para a apresentação do seu novo filme, o documentário With Hasan in Gaza. Entre Abril e Maio, o Batalha coloca em foco a filmografia de Paul Thomas Anderson, exibindo selecção de curtas e todas as suas longas-metragens, num corpo de trabalho que inclui obras como Magnolia, Jogos de Prazer, Haverá Sangue ou Batalha Atrás de Batalha, o seu filme mais recente. Mudando o foco para o outro lado da Câmara, em Junho o Batalha inicia a retrospectiva O Verão de Marilyn, por ocasião do centenário de nascimento de Marilyn Monroe, composta pelos clássicos Quanto Mais Quente Melhor, O Pecado Mora ao Lado, Os Homens Preferem as Loiras e Como Se Conquista Um Milionário.

Além das novidades, o Batalha mantém a programação regular. É o caso da Maratona de Um Dia, para assistir no fim-de-semana de 7 e 8 de Fevereiro, onde o ponto de partida serão filmes que se desenrolam ao longo de um dia. Com obras de cineastas como Alfred Hitchcock, Pier Paolo Pasolini ou Martin Scorsese, trata-se de uma sessão única com 16 horas que dará prémios aos que resistirem até à manhã de domingo. A temporada de 2026 termina em Julho com a quarta edição do Ciclo Oásis, que leva cinema ao ar livre à Praça da Batalha.

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