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Chama-se Biblioteca Poética Eugénio de Andrade e ocupa o edifício que já foi a casa do poeta e a fundação a ele dedicada. Inaugura este sábado com o primeiro momento de um ciclo de poesia que segue até ao final do ano.

Na casa onde morou Eugénio de Andrade no Porto, e que mais tarde acolheu a fundação dedicada ao estudo e divulgação da sua obra, inaugura este sábado a Biblioteca Poética Eugénio de Andrade, o mais recente núcleo da rede municipal Biblioteca Errante. Para o primeiro dia está marcado um ciclo de conversas, leituras e reflexões em torno da poesia portuguesa.
É a primeira biblioteca da cidade do Porto inteiramente dedicada à poesia e toma o nome do poeta do Fundão que viveu largas décadas na cidade invicta. Foi esta a sua última morada, mais tarde transformada na Fundação Eugénio de Andrade, extinta em 2011. Há cinco anos, o auditório foi cedido à União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde para ali desenvolver actividades culturais, mas a casa volta agora a respirar poesia.
Nas estantes da nova biblioteca passam a estar disponíveis obras que marcaram o percurso poético de Eugénio de Andrade, em conjuntos tão diversos como poesia da Antiguidade Grega e Latina, cancioneiros galaico-portugueses ou autores portugueses, de Gil Vicente a Almeida Garrett, passando por incontornáveis da poesia nacional do século XX, do qual são exemplo Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Jorge de Sena, Sophia de Mello Breyner Andresen ou Mário Cesariny. Uma colecção imensa também marcada por uma amostra de poesia portuguesa do século XXI ou pela presença de reputados poetas franceses, alemães, ingleses e norte-americanos.
A biblioteca terá uma programação regular e este arranque é marcado por um ciclo desenhado pelo jornalista Luís Miguel Queirós. Baptizado a partir de um verso de Eugénio de Andrade, o ciclo "Era um dia que dava para o mar – Conversas na Calçada de Serrúbia" prolonga-se até Dezembro com quatro sessões compostas por conversas, leituras e reflexões em torno da poesia portuguesa. Acontecem a um sábado por mês e a primeira sessão, marcada para as 18.00 deste sábado, será uma conversa entre o poeta, dramaturgo e tradutor Daniel Jonas e o ensaísta e crítico literário António Guerreiro.
A 18 de Outubro a sessão contará com António M. Feijó; a de 8 de Novembro junta Álvaro Domingues e Rui Lage; e, por fim, a 20 de Dezembro, Andreia C. Faria, Elisabete Marques, Hugo Miguel Santos e Marcos Foz apresentam uma antologia da nova geração de poetas portugueses do século XXI.
Este é o mais recente núcleo da Biblioteca Errante, uma rede de micro bibliotecas municipais que já conta com projectos como o Bibliocarro, a Biblioteca Popular de Pedro Ivo, a Biblioteca de Cinema do Videoclube do Cineclube do Porto, a Biblioteca de Assuntos Portuenses, a Biblioteca Marta Ortigão Sampaio, a Biblioteca de Arqueologia do Reservatório e a Biblioteca dos Autores Portuenses.
Rua do Passeio Alegre, 584 (Foz do Douro). Ter-Sáb 10.00-18.00. Entrada livre
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