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Um dia de spa? Que tal uma floresta de 105 hectares com provas dadas desde o século VI? Bem-vindos à Mata Nacional do Buçaco.

Se um passeio no bosque faz maravilhas pelo seu humor, aqui tem um que vem com um certificado para o provar. A Mata Nacional do Buçaco, no nosso Portugal, acaba de ser nomeada a quarta “floresta terapêutica” certificada do mundo pelo Gabinete de Certificação Internacional de Florestas Terapêuticas, com sede na Alemanha.
O espaço verde junta-se a uma lista muito curta que anteriormente incluía apenas Benediktinerstift Göttweig, na Áustria, e duas florestas na Alemanha, Lahnstein e Bad Nauheim.
Localizada a cerca de uma hora e 20 minutos a sul do Porto, na freguesia do Luso, a floresta de 105 hectares está rodeada por um muro de cinco quilómetros e alberga mais de 250 espécies de árvores e arbustos. Isto inclui espécimes exóticos trazidos pelos marinheiros portugueses durante a Era dos Descobrimentos, tornando-a uma das melhores colecções dendrológicas de toda a Europa – o que é uma forma muito chique de dizer “relacionado com árvores”.
As raízes da floresta remontam ainda mais atrás, uma vez que tem sido moldada por mãos humanas desde o século VI, quando os monges do vizinho Mosteiro da Vacariça começaram a gerir as terras, com os Carmelitas Descalços a assumirem o seu cuidado em 1628. Tem até o seu próprio palácio de contos de fadas, construído para os últimos reis de Portugal.
Então, o que separa exactamente uma “floresta terapêutica” de qualquer outro belo pedaço de bosque? Para obter a certificação, um local necessita de protecção natural contra o ruído e o vento, trilhos de dificuldade variável, áreas dedicadas para actividades terapêuticas e de cumprir normas estritas de segurança e acessibilidade.
É tudo supervisionado por terapeutas florestais qualificados e formados para conduzir programas de bem-estar e reabilitação, em vez de ser apenas, bem, um passeio agradável.
Gonçalo Breda Marques, presidente da Fundação Mata do Buçaco, chamou à certificação, que vigora até 2031, uma fonte de “estatuto global” que “traz consigo uma grande responsabilidade”. A fundação também não se fica por aqui, já que o estatuto de Património Mundial da UNESCO é, alegadamente, o próximo objectivo da lista.
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