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Entre e admire: três novas galerias de arte para conhecer no Porto

De criações nacionais à arte polaca, não faltam espaços a nascer no Porto. Conheça três novas e bonitas galerias na cidade.

Ana Catarina Peixoto
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De uma coisa temos a certeza: o Porto é uma cidade que respira arte. Da pintura à escultura e arte urbana, multiplicam-se os locais cheios de criatividade que apresentam à Invicta novas perspectivas, artistas e técnicas. Nos últimos tempos são também várias as galerias a abrirem portas, não só com trabalhos de artistas nacionais, mas também com obras internacionais que encontram morada no Porto. De um paraíso da arte polaca na Foz aos artistas emergentes que se instalaram na zona do Bonfim, aqui tem três novas galerias no Porto para ter debaixo de olho e marcar uma visita. Aproveite e dê ainda uma vista de olhos a alguns espaços artísticos que pode explorar na cidade ou organize um passeio pelos murais de arte urbana que encontra um pouco por todo o lado. Em qualquer um deles, explore sem medos.

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Novas galerias de arte para conhecer no Porto

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Na galeria-estúdio do designer Lian Ng, em pleno coração do Bonfim, a porta está aberta, durante todo o dia, para que os passantes possam explorar as diversas obras de arte que preenchem as paredes brancas. Entre colagens, pinturas, fotografias, ilustrações e objectos, não falta mundo neste espaço. A Manywhere, tal como o nome indica, é um atelier e galeria que nasceu em Maio deste ano para dar a conhecer não só o trabalho do artista malaio, mas também criações originárias de vários cantos do mundo, através de peças que Lian Ng foi coleccionando ao longo da vida, e obras de criativos a viver na cidade. 

“É um sítio que tem projectos de todo o mundo, de muitas pessoas e lugares, com muitas técnicas e muitos métodos. É um espaço colaborativo que diz muito de mim e das pessoas com quem me cruzei ao longo da vida”, explica o artista plástico. Pelas paredes deste espaço há diversos trabalhos repletos de composições geométricas em grandes formatos e não escapa à vista a precisão, o ritmo e o detalhe com que tudo é feito. Entramos num verdadeiro mundo de técnicas combinadas – da serigrafia à gravação em aguarela ou lápis de cor, passando pela gravura com grafite e pela tipografia.

Descrição

Lian Ng nasceu na Malásia e mudou-se ainda jovem para os Estados Unidos, onde estudou Matemática e Ciências da Computação. No entanto, foi percebendo que queria algo diferente e decidiu seguir a vertente artística que sempre o acompanhou. Começou como designer gráfico, onde aprendeu a trabalhar com materiais impressos, branding, embalagens, grafismo para retalho e design ambiental — e todas estas áreas moldaram a forma como trabalha nos dias de hoje. Depois de viajar pelo mundo, encontrou o Porto, onde se instalou há cerca de dois anos.

Na Manywhere há exposições novas de dois em dois meses, com trabalhos que utilizam técnicas como a gravura, a cerâmica, o design editorial e a tipografia, reflectidos numa selecção de trabalhos internacionais que conta com nomes como Barry Ebner (monotipia), Margarit Lehmann (técnica mista) e Babette Cooijmans (técnica mista). As obras estão ao lado de vários projectos do próprio fundador e a porta está sempre aberta – para comprar ou apenas para espreitar este incrível mundo da arte.

Rua do Duque da Terceira, 358 (Porto). Qua-Sáb, 15.00-19.00. manywheregallery.com. Entrada livre

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Diz o ditado que o bom filho a casa torna. Diogo Ramalho assim o fez. Nascido no Porto e formado em arquitectura, com experiência em vários países, fundou em 2022 a PLATO, uma galeria de arte contemporânea localizada no centro histórico de Évora. Três anos depois, decidiu dar um novo passo e voltou a casa para abrir uma segunda galeria PLATO, desta vez numa cidade onde fervilham novos projectos artísticos. O objectivo é o de sempre: trabalhar com artistas emergentes, tanto nacionais como internacionais.

“O que me interessa mais e que diferencia este espaço é o facto de trabalhar com artistas jovens – não necessariamente de idade, mas que sejam artistas emergentes. Em muitos espaços os artistas chegam a uma certa altura e já estão bem lançados nas galerias. Eu gosto de pegar nos artistas no início e ver o seu potencial, que é o grande desafio e é também o mais interessante”, explica. 

Descrição

O espaço, que abriu em Janeiro na rua Brito Capelo, no Porto, é amplo e pensado ao detalhe para ser “pouco impositivo” e para dar destaque às obras – desde a cor neutra das paredes às enormes cortinas que dividem os bastidores do espaço de exposição. Por aqui pode observar trabalhos com várias técnicas, entre a pintura, a escultura, a fotografia, o desenho e outras formas de expressão. A PLATO, explica o responsável, é um “híbrido” entre um espaço expositivo e uma componente mais comercial e já contou com três propostas desde a sua abertura, estando actualmente disponível a exposição “Bicho de Seis Cabeças”, com desenhos do artista Abel Mota. “Interessa-me trazer pessoas e criar diálogos entre sítios diferentes. Não quero que o espaço se feche apenas nos artistas do Porto, mas também não quero só ter artistas de fora. Quero criar diálogos”, acrescenta.

No futuro, a PLATO quer receber mais exposições interactivas, incluindo uma exposição performativa, e apostar na editora que integra a própria galeria que Diogo Ramalho criou, com entrevistas aos artistas. O foco é também trabalhar numa programação dinâmica, que não se fique apenas pelo momento da inauguração. “Não quero que este seja um espaço morto”.

Rua de Brito Capelo, 152 (Porto). Qua-Sáb 14.00-19.00. 91 993 7174. Entrada livre

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“Esta não é uma galeria tradicional”, avisa Sebastian Mlodzinski à entrada do número 340 da rua Coronel Raúl Peres, na Foz. Num edifício moderno, com vista para o mar, há um espaço repleto de arte contemporânea, com quadros coloridos e de grandes dimensões que dão vida às bonitas paredes de pedra. À entrada não existe indicação de que aqui vive a colecção privada de Sebastian e de Maja Mlodzinska, um casal polaco que se mudou para o Porto há dois anos e que decidiu fazer algo com a arte que tem vindo a coleccionar há mais de três décadas.

A Porto.art não está de portas abertas — é preciso convite ou marcação — e não tem o lucro como objectivo. “É uma colecção privada. A ideia é construir uma espécie de comunidade para promover a arte polaca entre pessoas que estão realmente interessadas, que pensam em coleccionar ou são apaixonados por arte. Quisemos estabelecer algo que nos conecte com a sociedade”, explica Sebastian. Ainda assim, assegura Maja, a Porto.art está aberta a todos os interessados em conhecer a arte da Polónia com calma e criar ligações com outros artistas, basta entrar em contacto e agendar uma visita. 

Descrição

A história começou há cerca de dois anos, quando Maja e Sebastian decidiram mudar de país, depois de vários anos a viajar. Tinham em mente uma cidade europeia e mais alguns aspectos essenciais: tinha de ser uma cidade grande, ter uma vizinhança local, uma arquitectura bonita e com história e o mar por perto. Quando o casal chegou ao Porto pela primeira vez, não teve dúvidas: “É aqui”. Assim nasceu a casa onde iriam morar, mas também o local onde puderam começar a expor a arte da Polónia que têm nas suas mãos. “É um lugar pequeno, mas é uma celebração de arte contemporânea e da conexão humana”, refere Maja. 

As obras de arte que por aqui existem vão mudando com frequência, tendo começado com uma exposição da artista polaca Julia Curylo, repleta de imagens em grande formato onde o mundo de noivas, astronautas e unicórnios se juntam e são explorados temas como a espiritualidade, a cultura pop e as mitologias contemporâneas.

Seguem-se também exposições de mais quatro artistas que o casal tem na sua colecção privada: Marianna Stuhr, Tomasz Opalinski, Bartlomiej Chwilczynski e Malgorzata Lazarek. Todos eles vão marcar presença na Porto.art, uma vez que a ideia deste lugar é também ligar pessoas. “É importante apresentar o artista à comunidade, porque as pinturas podem ter um significado totalmente diferente quando se conhece o artista”. 

Rua Coronel Raúl Peres, 340 (Porto). 96 303 4836. Visitas gratuitas, sob marcação.

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