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Bem-vindo ao Camilo – Cozinha Brava, o novo projecto de Camilo Jaña

O chef chileno apresenta o seu novo restaurante na Foz, fora do grupo Cafeína, como um “casual dining, com muito produto fresco”, onde aposta numa “cozinha pura e honesta”.

Mariana Morais Pinheiro
Escrito por
Mariana Morais Pinheiro
Directora Adjunta, Porto
Camilo - Cozinha Brava é o novo projecto de Camilo Jaña
© MMP | Camilo - Cozinha Brava é o novo projecto de Camilo Jaña
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Podem tirar o Camilo da América do Sul, mas ela vai arranjar sempre forma de aparecer nos pratos dos seus restaurantes – como neste seu último projecto, o Camilo – Cozinha Brava, na Foz. Mas já lá vamos, porque para contar esta história é necessária uma viagem no tempo e lembrar que há 20 anos, Camilo Jaña, que se tornou num dos mais reconhecidos chefs da cidade, chegava ao Porto, despreocupadamente, para visitar a irmã. “Nesse dia fui almoçar ao Cafeína e conheci o Vasco [Mourão, fundador e empresário do grupo Cafeína]. Passados uns meses, já eu estava no Chile, liguei para cá para ver se precisavam de alguém. Disseram que sim e em 48 horas estava de regresso”. Começava assim uma das duplas mais duradouras da restauração portuense.

Juntos consolidaram espaços que já estavam abertos, como o Cafeína e o Terra, e criaram outros projectos de raiz, como a Casa Vasco, o Portarossa e os entretanto encerrados Tasca Vasco, Panca e Lucrécia. Neste último, assistiu-se a um recente renascimento através do projecto em nome próprio do chef chileno. “Eu tinha uma dívida comigo: que era estar mais próximo da cozinha. Por isso, no ano passado, depois das férias de Verão, decidi que iria abrir um espaço meu e surgiu a ideia do Camilo”, conta o chef à Time Out. “Queria algo pessoal. Já não queria estar numa estrutura muito grande, com muitas linguagens de cozinha, onde, inevitavelmente, te tornas um administrativo. Eu queria ser cozinheiro. É essa a minha natureza”, explica. 

O Camilo - Cozinha Brava fica na Foz
©DRO Camilo - Cozinha Brava fica na Foz

Desde Abril deste ano que tem mais tempo para escolher os produtos com os quais quer trabalhar. O peixe vem da lota de Matosinhos e encomenda legumes e vinhos de pequenos produtores à Mercearia Local, “tudo em pequena escala”, garante, acrescentando que o seu restaurante não tem um conceito definido como é habitual. “Poderia dizer que é um casual dining, com muito produto fresco, onde a cozinha aberta e o balcão proporcionam uma relação imediata com o cliente. É uma cozinha pura e honesta, mas que abandona o fine dining”.

De terça a sexta-feira, há menus de almoço com entrada, prato principal (sempre com uma opção vegetariana) e sobremesa (18€ ou 20€, duas ou três opções). Quanto à carta fixa – apesar de Camilo acrescentar e adaptar pratos consoante a disponibilidade de alguns produtos que encontra no mercado – arranca com um couvert composto por manteiga fumada, tomatada confitada e pão de fermentação lenta (2,80€). Nas entradas, há ovos rotos de carabineirinhos com o molho das cabeças, bem confeccionados (16,20€); burrata com uvas salteadas (12,40€); um tártaro com grossas fatias de atum com salada russa (14,20€); e opções que espelham a influência das suas origens, como as empanadas argentinas de carne com chimichurri (6,20€/2 uni.).

Ovos rotos com carabineirinhos
©DROvos rotos com carabineirinhos

Os peixes aparecem organizados em ceviches (o Peru aqui representado)  – conte com o mar adentro (16,20€) e o panca de atum patudo com melancia prensada e pickle de funcho (15,80€) – e em pratos saídos da grelha. “Através da brasa consegues transportar alma à comida. O ADN do restaurante são estes pratos cozinhados no carvão”, diz Camilo. Há bife de atum patudo com esmagada de batata e tomate da época (22,30€), polvo na brasa com arroz do mesmo (26,60€), corvina com caril de legumes (24,80€) e camarão tigre com arroz na paella (41,20€/duas pessoas).

As carnes não podiam, obviamente, faltar. E da grelha saem também nacos de picanha (olá, Brasil), com feijão preto, pickle de ananás e hortelã (24,20€), magret de pato com cerejas (20,40€) e entrecôte de novilho Angus com chimichurri (38€/duas pessoas).

Para os mais pequenos há um hambúrguer de novilho com batatas fritas e uma bola de gelado (12,20€).

Bolo de banana caramelizada com gelado de nata
©DRBolo de banana caramelizada com gelado de nata

O remate desta viagem pelos países da América do Sul dá-se com boas sobremesas, como a mousse de chocolate com nata e petazetas (6,20€), os churros com dulce de leche caseiro e sorvete de limão (6,40€), um guloso bolo de banana caramelizada com gelado de nata (5,80€) e uma fresca salada de morangos com melancia e sorvete de limão (5,80€).

A acompanhar tudo isto, apresentam uma carta de vinhos equilibrada nas ofertas, com espumantes, rosés, brancos, verdes e tintos; e ainda uma lista de cocktails, que vão do peruano pisco sour à margarita tradicional, passando por mojitos e Portos tónicos. 

Rua de Côrte Real, 339. 96 168 4803. Ter-Sáb 12.30-15.30; 19.30-22.30. Dom 12.30-15.30

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