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O novo restaurante do Hotel Turim, na Trindade, abriu as portas em Julho. Os pratos são portugueses, mas com uma abordagem diferente.

Tudo aqui é bonito e sofisticado – a começar pelos tons pastel que invadem a decoração até às mesas preparadas com pormenor. Mas o convite é que descontraia e, se for preciso, não tenha vergonha de comer com as mãos, "à Bruto", como costumam dizer. É esse o conceito do Bruto, o novo restaurante que abriu as portas em Julho no Turim Oporto Hotel. Aqui os pratos portugueses são os protagonistas, mas servidos com uma abordagem mais contemporânea.
O projecto é fruto do sonho de quatro sócios e amigos: Manuel Barros e Filipe Barbosa, também responsáveis pelo Garden Porto; José Azevedo, que esteve à frente de espaços como o Enoteca e o Nogueira’s Porto; e Mário Barbosa, que trabalha no mundo da engenharia informática. "Queríamos um espaço que fosse uma espécie de cervejaria contemporânea, com algo mais sofisticado, mas também muito português. É por isso que temos, de um lado, uma roza yuzu [um dos pratos do menu] e, do outro, um prego típico”, explica Manuel Barros. A ideia rapidamente saiu do papel, após este espaço na zona da Trindade ter ficado vago. Nasceu, assim, um conceito mais descontraído e, ao mesmo tempo, sofisticado.
Ao longo de todo o espaço ecoa uma música suave, ouvem-se conversas animadas e os funcionários vão servindo os pratos com descontração e muita interacção com os clientes. “Para nós, a hospitalidade é fundamental e queremos passar muito disso ao cliente”, destaca José Azevedo. Além da sala principal, o espaço conta ainda com um jardim interior e uma sala de eventos com capacidade para mais de 100 pessoas. Porquê o nome Bruto?, perguntamos. “É um Bruto que é algo sofisticado mas, se for preciso, o pessoal começa também a sujar as mãos. E também é "Bruto" de muita luta para chegar aqui e dos sabores intensos que aqui temos”, responde.
A carta do Bruto é pensada em conjunto com o chef Leandro Sitolini e baseia-se em pratos portugueses com uma roupagem diferente, utilizando produtos locais, sempre que possível. Nas entradas brilham pratos de partilha, como um fresco carpaccio de bacalhau com azeite trufado, pesto de coentros e sal negro dos Açores (12€) ou os croquetes de bochecha de porco com espuma de goiaba, cheddar e bacon crocante (8€/ 3 unidades), com um sabor leve e reconfortante. Não faltam também as amêijoas à Bulhão Pato (16,50€) ou pratos como o camarão ao alho e satay picante (16€).
“Percebemos que cada vez mais as pessoas querem e gostam de pratos de partilha. Nem todos querem chegar cá com os amigos e cada um ter um prato individual. Preferem pedir muitos para partilhar”, acrescenta José. Nos snacks, uma das grandes estrelas e já “um dos ex-libris do Bruto”, é o suculento prego de atum e cebola caramelizada com batata frita (14€), que já foi considerado por muitos “o melhor prego de atum da cidade”, dizem. Servido no ponto, é um daqueles exemplos para comer “à bruto”, sem se importar de sujar as mãos.
Já nos pratos principais, o polvo laqueado com arroz negro (32€) é um dos grandes sucessos da carta, bem como o tradicional bacalhau à Zé do Pipo (26€) ou o entrecôte de novilho com arroz e batata à Bruto (38€/2 pessoas). E por falar em tradicional, a carta conta também com uma francesinha em pão bijou, acompanhada de batata frita (18€).
Nas sobremesas, um dos destaques vai para o leite creme com espuma de goiaba (6€), mas pode também provar uma tradicional mousse de chocolate e avelãs (6,50€) ou uma saborosa e fresca panna cotta de frutos vermelhos (6€). Ao almoço está disponível um menu executivo que inclui entrada, sopa, prato, bebida e café (16€), e sobremesa por mais 3€.
De portas abertas desde Julho, o Bruto tem recebido um rodopio de clientes vindos de várias partes do mundo para provar a gastronomia portuguesa. Ao almoço são mais os locais que aproveitam o espaço localizado bem no centro do Porto e ao jantar predominam os turistas que estão de passagem e querem experimentar o restaurante. No final, "o maior feedback é quando voltam".
Praça da Trindade, 115 (Porto). Seg-Qui e Dom 12.00-23.00, Sex-Sáb 12.00-00.00.
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