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Este restaurante é Bruto, mas tem pratos portugueses, sofisticados e para comer sem vergonha

O novo restaurante do Hotel Turim, na Trindade, abriu as portas em Julho. Os pratos são portugueses, mas com uma abordagem diferente.

Ana Catarina Peixoto
Escrito por
Ana Catarina Peixoto
Jornalista, Porto
O Bruto abriu em Julho no Hotel Turim
DR | O Bruto abriu em Julho no Hotel Turim
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Tudo aqui é bonito e sofisticado – a começar pelos tons pastel que invadem a decoração até às mesas preparadas com pormenor. Mas o convite é que descontraia e, se for preciso, não tenha vergonha de comer com as mãos, "à Bruto", como costumam dizer. É esse o conceito do Bruto, o novo restaurante que abriu as portas em Julho no Turim Oporto Hotel. Aqui os pratos portugueses são os protagonistas, mas servidos com uma abordagem mais contemporânea.

O projecto é fruto do sonho de quatro sócios e amigos: Manuel Barros e Filipe Barbosa, também responsáveis pelo Garden Porto; José Azevedo, que esteve à frente de espaços como o Enoteca e o Nogueira’s Porto; e Mário Barbosa, que trabalha no mundo da engenharia informática. "Queríamos um espaço que fosse uma espécie de cervejaria contemporânea, com algo mais sofisticado, mas também muito português. É por isso que temos, de um lado, uma roza yuzu [um dos pratos do menu] e, do outro, um prego típico”, explica Manuel Barros. A ideia rapidamente saiu do papel, após este espaço na zona da Trindade ter ficado vago. Nasceu, assim, um conceito mais descontraído e, ao mesmo tempo, sofisticado.

Bruto
DR

Ao longo de todo o espaço ecoa uma música suave, ouvem-se conversas animadas e os funcionários vão servindo os pratos com descontração e muita interacção com os clientes. “Para nós, a hospitalidade é fundamental e queremos passar muito disso ao cliente”, destaca José Azevedo. Além da sala principal, o espaço conta ainda com um jardim interior e uma sala de eventos com capacidade para mais de 100 pessoas. Porquê o nome Bruto?, perguntamos. “É um Bruto que é algo sofisticado mas, se for preciso, o pessoal começa também a sujar as mãos. E também é "Bruto" de muita luta para chegar aqui e dos sabores intensos que aqui temos”, responde.

Pratos portugueses e de partilha (e o famoso prego de atum)

A carta do Bruto é pensada em conjunto com o chef Leandro Sitolini e baseia-se em pratos portugueses com uma roupagem diferente, utilizando produtos locais, sempre que possível. Nas entradas brilham pratos de partilha, como um fresco carpaccio de bacalhau com azeite trufado, pesto de coentros e sal negro dos Açores (12€) ou os croquetes de bochecha de porco com espuma de goiaba, cheddar e bacon crocante (8€/ 3 unidades), com um sabor leve e reconfortante. Não faltam também as amêijoas à Bulhão Pato (16,50€) ou pratos como o camarão ao alho e satay picante (16€). 

Bruto
DRCarpaccio de bacalhau com azeite trufado

“Percebemos que cada vez mais as pessoas querem e gostam de pratos de partilha. Nem todos querem chegar cá com os amigos e cada um ter um prato individual. Preferem pedir muitos para partilhar”, acrescenta José. Nos snacks, uma das grandes estrelas e já “um dos ex-libris do Bruto”, é o suculento prego de atum e cebola caramelizada com batata frita (14€), que já foi considerado por muitos “o melhor prego de atum da cidade”, dizem. Servido no ponto, é um daqueles exemplos para comer “à bruto”, sem se importar de sujar as mãos. 

Bruto
DRPrego de atum com cebola caramelizada

Já nos pratos principais, o polvo laqueado com arroz negro (32€) é um dos grandes sucessos da carta, bem como o tradicional bacalhau à Zé do Pipo (26€) ou o entrecôte de novilho com arroz e batata à Bruto (38€/2 pessoas). E por falar em tradicional, a carta conta também com uma francesinha em pão bijou, acompanhada de batata frita (18€). 

Bruto
DRPolvo laqueado com arroz negro

Nas sobremesas, um dos destaques vai para o leite creme com espuma de goiaba (6€), mas pode também provar uma tradicional mousse de chocolate e avelãs (6,50€) ou uma saborosa e fresca panna cotta de frutos vermelhos (6€). Ao almoço está disponível um menu executivo que inclui entrada, sopa, prato, bebida e café (16€), e sobremesa por mais 3€. 

De portas abertas desde Julho, o Bruto tem recebido um rodopio de clientes vindos de várias partes do mundo para provar a gastronomia portuguesa. Ao almoço são mais os locais que aproveitam o espaço localizado bem no centro do Porto e ao jantar predominam os turistas que estão de passagem e querem experimentar o restaurante. No final, "o maior feedback é quando voltam". 

Praça da Trindade, 115 (Porto). Seg-Qui e Dom 12.00-23.00, Sex-Sáb 12.00-00.00.

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