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Seis novos restaurantes no Porto e arredores conquistaram uma estrela Michelin. Há ainda sete novos restaurantes recomendados e uns quantos prémios.

A noite foi de festa com seis novos restaurantes no Porto e arredores a conquistarem uma estrela Michelin, sete novos restaurantes recomendados e uns quantos prémios. A gala Michelin, que aconteceu esta noite, galardoou Rui Paula com uma terceira estrela (a primeira do DOP junta-se agora às duas da Casa de Chá da Boa Nova); Vítor Matos conquistou a sexta, com o Schistó, um dos seus mais recentes projectos gastronómicos no Douro; e Tiago Bonito e Angélica Salvador vão juntos para casa, cada um com a sua estrela.
O DOP de Rui Paula, instalado no Palácio das Artes; o Gastro by Elemento de Ricardo Dias Ferreira, onde se aposta numa cozinha de fogo; o Schistó, um dos mais recentes projectos de Vítor Matos no Douro, na Quinta da Vacaria (o chef mais premiado do país soma agora seis estrelas) e o Largo do Paço, o restaurante gastronómico da Casa da Calçada, em Amarante, e um dos restaurantes que se previa receber uma estrela esta noite, receberam todos a sua primeira estrela Michelin. A estes, somaram-se ainda as primeiras estrelas do Éon, com o chef Tiago Bonito ao leme do restaurante do Palacete Severo; e do In Diferente, de Angélica Salvador. Estes dois chefs tornam-se assim – depois de Marlene Vieira e João Sá –, o segundo casal na restauração portuguesa a receber cada um a sua estrela e, ainda para mais, na mesma noite.
“Estou muito feliz ao quadrado, tenho que agradecer à minha equipa, temos a nossa estrela. É muito importante partilhar isto: ninguém consegue sozinho. Isto vai ser uma coisa que vai marcar para sempre na nossa vida”, agradeceu Angélica. Tiago Bonito, ao seu lado, elogiou a equipa e a chef com quem é casado. “Quero agradecer à minha companheira que tantas vezes abdicou da sua carreira pela minha”.
O Antiqvvum, a Casa de Chá da Boa Nova e o The Yeatman mantêm as duas estrelas, assim como todos os outros restaurantes premiados anteriormente com uma. São eles o Euskalduna Studio, o Le Monument, o Pedro Lemos, o Vila Foz e o Blind, todos no Porto, e ainda o Vinha, em Vila Nova de Gaia, e o Oculto, em Vila do Conde.
Também nesta categoria o guia foi generoso. O restaurante 1638, do Tivoli Kopke Porto Gaia Hotel, conduzido por Nacho Manzano; o Atrevo, tão bem liderado por Rita Magro que conquistou o prémio de Young Chef Award em 2024; o Bistrô Severo, de Tiago Bonito; e o Camilo, de Diogo Coimbra, são os novos restaurantes recomendados. Desta lista fazem ainda parte a Cozinha das Flores, do reconhecido chef Nuno Mendes; a Izakaya Japanese Cuisine de Pedro Ribeiro e Rubén Mesquita; e o Liz, de Daniel Carvalheira, que há muito merecia estar entre os melhores.
Um pouco mais longe, mas a valer bem a viagem (aliás, o propósito de tudo isto é este mesmo), o Manjar dos Leitões, de Evaristo Martins, na Póvoa de Varzim; e O Manel, de Manuel de Oliveira, em Braga, também foram premiados nesta categoria.
Depois de receber a estrela pelo Largo do Paço, Francisco Quintas, o chef de 27 anos aos comandos da cozinha do hotel de cinco estrelas de Amarante, voltou a subir ao palco para receber o Young Chef Award 2026. “É um reconhecimento do trabalho que tem sido feito. Não são 11 meses, são 12 anos, em que nos focamos na experiência do cliente, a um nível mais alto, procurando a perfeição”. De referir que para o Porto tinham seguido já dois outros prémios no início do evento: o Service Award, para Acácio Ribeiro, do Vila Foz; e o de Melhor Sommelier, para Carlos Monteiro, da Casa de Chá da Boa Nova.
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