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© DRA mais recente produção do Pulsar Viana é assinada por Pedro Amaral Ribeiro
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Um imenso "Amor Minhoto" no Estação Viana

A maior obra de arte pública em impressão 3D feita em Portugal pode ser vista até 30 de Outubro no Estação Viana Shopping. É a mais recente produção do Pulsar Viana, o evento que celebra o coração da cultura e das tradições do Minho.

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A cidade tem mar, rio e montanha, boa gastronomia, património histórico e lojas singulares, muita cultura e tradição. Tem dezenas de motivos que nos levam a voltar uma e outra vez, da Romaria da Senhora da Agonia às bolas de Berlim da Confeitaria Natário. Há muito coração em Viana do Castelo e é isso mesmo que o Pulsar Viana pretende celebrar. Ao longo de quatro meses, o evento organizado pelo Estação Viana Shopping promove manifestações culturais e artísticas que são expressão da identidade cultural regional, com um vasto programa que inclui exposições, instalações, oficinas e workshops. “Amor Minhoto”, a maior peça de arte pública em impressão 3D alguma vez produzida em Portugal, é a mais recente produção nascida desta iniciativa. 

O lema “Viana é amor” serviu de inspiração à instalação da autoria de Pedro Amaral Ribeiro. Uma criação que interliga escultura, pintura, arquitectura e música, e integra ainda trabalho com luz e a tecnologia. O resultado está em exibição até dia 30 de Outubro no Estação Viana Shopping e é impressionante. Para perceber a dimensão da obra saiba que, para a erguer, foram necessárias 2500 horas de impressão 3D, 4648 LED e 350 metros de cabos eléctricos. 

A instalação tem como figura central o símbolo da capital minhota - um coração - onde se vê um homem e uma mulher, vestidos a rigor com o traje regional. O cenário fica completo com um painel de 356 cubos 3D retro iluminados e coloridos com fotografias icónicas da cidade, dos fotógrafos Rui Carvalho e Guadalberto Boa-Morte. A nossa recomendação é que experimente contemplar a obra ao final do dia. É a essa hora que os painéis são retro-iluminados e as imagens se transformam. 

Resta dizer que este “Amor Minhoto” é recíproco e interactivo. Os visitantes podem deixar a sua marca, quer através da interacção com um painel de controlo que permite mudar as cores e os efeitos de luz da composição, quer através da área reservada à intervenção comunitária no verso da peça, livre para receber os desenhos e as pinturas de todos. E não precisa de ter vergonha de fazer os primeiros traços: a tela já foi inaugurada por artistas como Cipriano Oquiniame e João Cristino.  

Três perguntas ao artista Pedro Ribeiro

O que podem as pessoas esperar desta instalação?

Creio que serão surpreendidas com a densidade da peça. Ao longe temos o impacto da escala, da cor e também da luz. Ao aproximarmo-nos, começamos a reparar em cada vez mais detalhes: o casal trajado e a sua relação com o coração central, as fotografias da cultura minhota que o circundam em cubos impressos em 3D, as pinturas dos artistas convidados - Cipriano Oquiniame e João Cristino - ou até as inscrições das pessoas. Quem visita de dia vê algo diferente do que vê de noite. É bastante distinto, aliás, sendo essas mutações propositadas de forma a criar surpresa.

Esta instalação tem uma grande vertente tecnológica. Acredita no potencial da tecnologia ao serviço da arte?

A impressão 3D tem uma conexão estreita com outras áreas como a electrónica e, acima de tudo, com um espírito maker. Esse espírito tem criado uma comunidade nacional e internacional forte em que o conhecimento é partilhado e em que se pede apenas um ingrediente: vontade. 

Isso abre as portas a um mundo em que a criatividade é o limite; permite estas conjugações de áreas muito avançadas com as mais tradicionais.

O meu interesse está em aplicar estas valências na arte. Creio que este é o futuro da arte e não só. 

O que é que mais gosta nesta instalação?

O facto de ser muito consensual. A maioria das pessoas gosta, há outras que sentem mais indiferença mas ainda não ouvi alguém dizer: "Não gosto. É feio.". Isso prova que as pessoas se identificam com a peça e esta comunica com elas. O facto de poderem interagir também as relaciona de uma forma mais próxima, sendo que podem controlar a iluminação e/ou deixar a sua marca, inclusivamente.

Além disso, a união dos novos métodos de produção digital com os tradicionais e as diferentes artes envolvidas, numa simbiose equilibrada.

Outras produções do Pulsar Viana

Baloica

Baloica é uma experiência sonora colaborativa desenvolvida pela dupla de artistas Elas Duas (Cláudia Oliveira e Isabel Bourbon). A instalação tem como protagonistas três baloiços que se transformam em instrumentos musicais assim que entram em movimento. A complexidade dos sons emitidos é proporcional ao número de pessoas em cena. É possível visitar esta instalação até ao dia 9 de Outubro no piso 2. 

Natureza em Suspenso

Esta exposição surgiu no âmbito do Viana Florida, uma festa da cidade que homenageia as flores, os jardins e os espaços verdes, e esteve patente até 30 de Junho. A instalação de Madalena Martins nasceu pelas mãos de cinco reclusos do Estabelecimento Prisional de Viana. A instalação era composta por um conjunto de árvores invertidas, feitas com plástico recolhido da cidade e elementos das podas das árvores. A obra da artista Madalena Martins caracteriza-se habitualmente pela reinterpretação de objectos, materiais e histórias e pela evocação do imaginário da cultura portuguesa. O objectivo da obra de arte era suscitar a reflexão sobre a problemática da plastificação do planeta Terra. 

 

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