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The Rebello

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A Time Out diz

Nada como uma boa lição de História logo no check-in. E história é o que não falta ao The Rebello, de portas abertas desde Junho de 2023, com o Douro (e um pequeno estaleiro naval) mesmo à porta. Fiel à paisagem ribeirinha de Gaia, o complexo de quatro edifícios integra o postal como se sempre ali tivesse estado – e de certa forma sempre ali esteve. Se uma parte deste quarteirão foi em tempos uma sucessão de armazéns de vinho do Porto, à semelhança da maioria das grandes construções no velho cais, na outra laborou uma fábrica de tachos e panelas, fonte de inspiração que ditou o projecto de interiores do restaurante. Mas já lá iremos.

Estamos perante um estilo “industrial chique”, nas palavras da espanhola Daniela Franceschini, que assina o projecto de interiores. Logo a começar no lobby, a fundadora do Quiet Studios fundiu um conforto quase caseiro com a sofisticação esperada de um cinco estrelas. Numa atmosfera enriquecida por texturas e arte, são poucos os sobressaltos de cor. Das prateleiras em madeira assinadas por Tomaz Viana às tapeçarias de Edurne Camacho, o espaço faz-se de técnicas artesanais. Há mais: uma lâmpada especialmente desenhada pelo espanhol Casa Josephine Studio, as peças de Joana Passos, ceramista sediada em Lisboa, e os arranjos florais de Menez, identidade criativa da portuense Beatriz Faria Ribeiro.

O spa, a poucos passos da recepção, é outra das jóias da coroa da empreitada da Bomporto Hotels, que abre assim a primeira unidade no Porto, depois de dois hotéis em Lisboa – The Lumiares Hotel & Spa e The Vintage. Tingidas de tons ocre, as paredes abrem-se com sucessivos arcos, um verdadeiro escape em plena cidade. A piscina aquecida e as espreguiçadeiras em madeira saltam à vista. Nos gabinetes, respiram-se fragrâncias naturais como o pinheiro, o zimbro, a canela, a alfazema ou o cardamomo, todas elas ingredientes utilizados na formulação dos produtos do spa, desenvolvidos em conjunto com a portuguesa EssenciAroma. Quantos aos tratamentos, de rosto ou corpo, sofrem fortes inspirações das medicinas tradicionais chinesa, japonesa e indiana. Na dúvida sobre qual escolher, entregue-se ao Ritual The Rebello, uma experiência que inclui esfoliação corporal, massagem relaxante e tratamento de rosto – custa 150€ e tem uma duração de duas horas.

O projecto do Metro Urbe, estúdio de João Pedras e Hélder da Silva Cordeiro, tratou de unificar sete edifícios industriais do século XIX numa única edificação capaz de satisfazer diferentes necessidades – das varandas debruçadas sobre o rio aos terraços interiores pensados para alhear qualquer um da azáfama citadina que o rodeia. Dentro de portas, não é diferente. O The Rebello tem 103 quartos divididos em 11 tipologias, todos eles com uma pequena cozinha e os utensílios necessários para a confecção de refeições ligeiras. Os mais pequenos são estúdios de 37 metros quadrados, mas as acomodações à beira-rio podem chegar aos 137 metros quadrados, no caso dos apartamentos com três quartos, verdadeiras casas de família (mas com room service). Pelo meio, há pequenas pistas que não deixam dúvidas – estamos mesmo num hotel português. Falamos dos produtos Claus Porto na casa de banho, das peças da Grau Cerâmica nas paredes e das mantas da Burel Factory aos pés da cama.

E como, em tratando-se de um cinco estrelas (o segundo membro da Small Luxury Hotels no Porto), um conforto nunca vem só, há também onde aconchegar o estômago, a começar pelo restaurante no piso térreo, o Pot&Pan, nome inspirado na antiga fábrica de utensílios de cozinha. Mas para desvendar o segredo mais bem guardado do The Rebello é preciso subir até ao quarto andar. Instalado num terraço com uma vista arrebatadora sobre o Douro, a Ponte D. Luís e a Ribeira do Porto, o Bello é paragem obrigatória em qualquer fim de tarde soalheiro. Aberto até à meia-noite, serve pizzas certificadas pela Associazione Verace Pizza Napoletana e sugere-lhe duas mãos cheias de cocktails de assinatura (sem contar com os clássicos) – ananás, rum, chocolate e leite de coco para quem gosta de uma bebida mais doce, e vodka, folha de lima kaffir e licor Green Chartreuse para os que apreciam a acidez (11€).

Bar e restaurante estão abertos a não-hóspedes. 

Detalhes

Endereço
Cais de Gaia 380
Vila Nova de Gaia
4400-245
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