Cat in a Bag

Música, Jazz
Cat in a Bag
©Peter Kolpakov Cat in a Bag

A Time Out diz

Embora 3⁄4 dos Cat in a Bag – Bruno Figueira (sax), João Clemente (guitarra) e Duarte Fonseca (bateria) – provenham dos Slow Is Possible, há apreciável diferença na sonoridade dos dois grupos e não é a adição de João Lucas (baixo) que poderá, por si só, explicá-la. Enquanto os Slow Is Possible mesclam jazz e pós-rock em atmosfera cinemática, o álbum de estreia dos Cat in a Bag revela uma original, adstringente e angulosa síntese de jazz e noise-rock, com assomos de ferocidade (“The Decay of Manner”, “Blind Art Collector”) e psicadelismo sombrio (“Language Drifts Into Meaning”, “Astrolabe”). Quando a agitação se extingue é para dar lugar à calma ominosa e ácida de “Obscure Objetcs” e “Ode for the Duration of Humanity”.

Se estes gatos não são felpudos bichos de regaço, por outro lado, a sua música também não se encaixa na sonoridade “saco de gatos” que pode servir para descrever as franjas mais vanguardistas e assanhadas do jazz dos nossos dias. Os Cat in a Bag equilibram-se com desenvoltura no rebordo escarpado que separa o tumulto da disciplina, e as suas tropelias aterram sempre sobre quatro patas.

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