Dvorák e Schumann

Música
Dvorák e Schumann - Pablo Ferrández
© Kirill Bashkirov Dvorák e Schumann - Pablo Ferrández

A Time Out diz

A sinfonia nº 7 op.70 do checo Antonín Dvorák não tem a fama da nº 9, mas não lhe é inferior. Tal como a nº 9, também a nº 7 nasceu de um convite para se apresentar no estrangeiro: a Royal Philharmonic Society propusera a Dvorák que dirigisse alguns concertos em Londres e, lisonjeado pelo convite, o compositor deu o melhor de si na nº 7 e levou o zelo ao ponto de reescrever a introdução por três vezes. A Abertura Carnaval não remete nem para as festas venezianas nem para as escolas de samba do Rio de Janeiro: a sua inspiração são as paisagens e danças do país natal de Dvorák. O Concerto para violoncelo de Schumann, composto em 1850, tem a particularidade de ser o primeiro do seu género a sair das mãos de um grande compositor em 60 anos – o Concerto nº 2 de Haydn e os últimos concertos de Boccherini datam da década de 1780. O mundo não parecia estar necessitado de concertos para violoncelo, já que este foi esquecido e só veio a estrear em 1934. Nesta ocasião terá como solista o jovem (mas já muito premiado) Pablo Ferrández e a Orquestra Sinfónica terá direcção de Olari Elts.

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