Emma Ruth Rundle

Música

A Time Out diz

Ela cria música deslumbrante, seja no pós- rock dos Red Sparowes, no rock experimental do trio Marriages, no folkgaze de The Nocturnes ou a solo. Depois de Marked For Death, disco que gravou sozinha no deserto, encharcada em álcool e cigarros, regressa ao Porto com a sua banda de suporte para mostrar On Dark Horses, editado em Setembro. Entre o pós-rock e a neo-folk, numa amálgama de sons cinemáticos e acústicos, o álbum vive de texturas mais experimentais e apocalípticas. Nele, arranjou uma forma de coexistir com os medos e com um mundo cada vez mais ameaçador e caótico. Estas canções são actos de catarse, permitindo que a raiva e a solidão a atravessem mas não a controlem. É música íntima, mesmo quando os decibéis são elevados à estratosfera, cavando com ternura os recantos mais íntimos e obscuros de si própria. Emma Ruth Rundle encontra a tranquilidade no meio de uma tempestade eléctrica. A sua arte é sombria, mas devastadoramente bela.

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