Theo Bleckmann

Música, Jazz
Theo Bleckmann
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Frank Sinatra, Nat King Cole ou Tony Bennett continuam a ser o modelo para a maioria dos jovens cantores de jazz. O jazz vocal masculino do século XXI não tem porém de reger-se por padrões e repertórios fixados em meados do século XX e disso faz prova a carreira de Theo Bleckmann (n.1966), um nativo de Dortmund que se radicou em Nova Iorque e tem colaborado intensamente com a fervilhante vanguarda musical desta cidade. A sua parceria mais duradoura foi estabelecida com o baterista John Hollenbeck, com quem gravou oito álbuns (sobretudo com o Large Ensemble, que actualiza e dilata o conceito de big band).

A lista de colaborações inclui Ben Monder, Guy Klucevsek, Mark Dresser e Steve Coleman e, em território extra-jazzístico, Meredith Monk, Laurie Anderson e Bobby McFerrin, e o papel principal na ópera The True Last Words of Dutch Schulz. A sua discografia como líder conta com uma vintena de álbuns com as mais variadas formações, o mais recente dos quais é Elegy (ECM).

No ciclo Solilóquios apenas contará com a sua voz, mas não há que temer a monotonia ou
a rarefacção, já que os loops,
os efeitos electrónicos e a inventividade de Bleckmann operarão prodígios.

Por José Carlos Fernandes

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