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Está aí a lista anual da Time Out dos bairros mais cool do planeta. De Atenas a Osaka, de Rabat a Bogotá, estas são as zonas onde queremos estar em 2026. O Porto ficou em 37.º lugar e Lisboa conquistou a 13.ª posição.

A Boavista é uma das zonas mais ecléticas do Porto, onde edifícios futuristas, com grande impacto cultural na cidade, convivem lado a lado com o comércio tradicional que vai resistindo à passagem do tempo. Estende-se, sobretudo, ao longo da Avenida da Boavista, a artéria mais longa da cidade, com cerca de 5,5 quilómetros de extensão, que liga a Rotunda da Boavista – onde é possível admirar, em todo o seu esplendor, o icónico edifício da Casa da Música, considerado pelo The New York Times como uma das salas de espectáculos mais importantes deste século – e vai até Praça de Gonçalves Zarco, também conhecida como Castelo do Queijo, que fica mesmo junto ao mar. Se decidir percorrê-la durante uma boa caminhada, vai encontrar muitos outros pontos de interesse, embora pertencentes a outras zonas da cidade, que vale a pena visitar, como a Fundação de Serralves (incontornável) e o Parque da Cidade.
No ranking global deste ano, elaborado pela Time Out, sobre os bairros mais cool do mundo, a zona da Boavista ocupa o 37.º lugar. Em destaque está a sua forte vertente cultural e variedade gastronómica, que vai de restaurantes Michelin a espaços com alguns dos petiscos mais típicos e informais da cidade. São Bento, em representação de Lisboa, ocupa a 13.ª posição.
Para um dia perfeito na Boavista, comece por atirar-se a um guloso e vistoso brunch no Negra Café, recheado de panquecas, tostas, ovos e bebidas de cafetaria. Depois, dê uma volta pelo Mercado Bom Sucesso. Aqui, além de diferentes conceitos de restauração, encontra também um pequeno mercado de frescos, preservando a actividade original do mercado, inaugurado nos anos 1950. Ao almoço, dê uma trinca num dos bons cachorrinhos do The Dog, snack imperdível na cidade, e, depois, invista num passeio para ajudar a digestão. Pode parecer tétrico sugerir um passeio por um cemitério, mas este é diferente. Por causa da sua rica arquitectura tumular, o Cemitério de Agramonte faz parte da Rota dos Cemitérios Europeus e é a morada eterna de grandes figuras da história e da cultura portuguesa. De seguida, beba um copo à sua saúde e ouça boa música no Radioclube Agramonte, um dos spots mais cool da cidade. Jante num dos melhores restaurantes georgianos, o Ezo; e durma uma noite descansado no boutique hotel Palacete Severo, cujo restaurante Éon conquistou, este ano, uma estrela Michelin.
Mas se quiser ficar a par de tudo o que pode ver, fazer e comer na Avenida da Boavista e arredores só tem de espreitar esta lista. Não tem de quê e bom passeio.
O grande vencedor deste ano foi Jongno 3-ga, em Seul (Coreia do Sul). Se Ikseon-dong é há muito tempo uma das zonas mais populares nas redes sociais, com as suas hanoks (casas tradicionais) centenárias a albergarem cafetarias temáticas e restaurantes internacionais, nos últimos meses, um renascimento nocturno impulsionado pelas pochas (um tipo de banca de comida de rua que funciona até tarde) está a trazer uma nova vivacidade ao labirinto de vielas estreitas que é Jongno 3-ga. Outrora uma paragem rápida para refeições de trabalhadores de escritório e operários, estas bancas estão agora a atrair multidões de jovens locais, seduzidos pelos preços acessíveis e pelo ambiente descontraído; verá as pessoas a começarem a juntar-se em Donhwamun-ro 11-gil diariamente a partir das 17.00. Depois há a Seosulla-gil, que exibe o lado mais calmo da renascença do bairro. Antigamente uma travessa tranquila junto ao Santuário de Jongmyo, está agora cheia de oficinas de artesanato independente, ateliers de joalharia e bares sofisticados.
O Bairro L’Ocean, em Rabat (Marrocos) conquistou a segunda posição, muito graças à sua marginal ladeada por palmeiras, com praias e campos de desporto. Esta faixa à beira-mar (que está a passar por uma grande intervenção de requalificação urbana) percorre toda a extensão do limite de L’Ocean, desde a Medina até a um antigo palácio do século XVIII, hoje transformado num Four Seasons. O bairro é maioritariamente habitado por locais (famílias e jovens profissionais) em prédios baixos cujas fachadas servem de tela a uma arte urbana expressiva. Afastando-se da praia, as ruas residenciais – da Rue Abidjan à Rue Zanzibar – propõem negócios independentes de uma comunidade criativa e acolhedora. Um óptimo exemplo é a Rue Bruxelles – uma nova artéria pedonal com cafetarias e centros culturais.
A completar o pódio está Neos Kosmos, em Atenas (Grécia). Pressionado entre a Acrópole e a Riviera Ateniense, este bairro tornou-se discretamente num dos mais entusiasmantes da cidade, sem perder o seu toque local. Durante muito tempo ofuscado pelos vizinhos Koukaki e Pangrati, atrai agora jovens criativos e negócios independentes, enquanto famílias, imigrantes, estudantes, artistas e atenienses de longa data partilham as mesmas ruas. O Onassis Stegi continua a moldar a zona e a dar palco à criatividade grega contemporânea a nível internacional através de exposições, espectáculos e eventos públicos. Ao mesmo tempo, as ruas estão repletas de tabernas tradicionais e novos restaurantes, além de cafetarias, bares e padarias de bairro suficientes para preencher vários dias de comezainas, copos e convivência.
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