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Cinco anos depois, MIMO Festival volta a Amarante e traz 50 actividades gratuitas

Com concertos, exposições, workshops e actividades para os mais novos, o festival regressa de 19 a 21 de Julho. A entrada é gratuita.

Jornalista
Festival MIMO Amarante
© Hugo Sousa
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O bom filho a casa torna. Cinco anos depois da última edição em Amarante, o MIMO Festival está de regresso à cidade que, entre 2016 e 2019, acolheu as edições portuguesas deste evento que celebra a música e a cultura do mundo. A edição deste ano realiza-se de 19 a 21 de Julho e tem mais de 50 actividades de entrada gratuita, desde concertos a exposições, que vão ocupar o palco principal, no Parque Ribeirinho, o Cine-Teatro, o Museu Amadeo de Souza-Cardoso, a Igreja de São Gonçalo e o Centro Cultural de Amarante, mas também diversas outras zonas da cidade.

Este ano, destaca a organização, há uma forte presença feminina em palco no dia 20 de Julho, mas também uma programação que "está focada centralmente em artistas portugueses, brasileiros e africanos, quase todos negros”, e que conta também com várias acções relacionadas com o bem-estar e o contacto com a natureza. No total, são 22 concertos, seis DJ sets, sete workshops, três palestras e actividades de performance, bem como feiras criativas, actividades de bem-estar, exposições, uma programação infantil e ainda roteiros sustentáveis. 

Na agenda musical, o MIMO Festival leva nomes de várias geografias ao Palco Parque Ribeirinho, como o rapper Marcelo D2, Fatoumata Diawara, um dos nomes incontornáveis da nova música africana global, o músico Dino D’Santiago, o afrobeat moderno de Femi Kuti & The Positive Force, o músico, poeta e compositor brasileiro Arnaldo Antunes e o pianista Vitor Araújo, a cantora Leyla McCalla, o primeiro bloco afro do Brasil, Ilê Aiyê, o MC britânico General Levy, os Newen Afrobeat que convidam Dele Sosimi, e o grupo A Cor do Som, que traz a fadista Carminho como convidada.

"É sempre com grande emoção que vemos milhares de pessoas a viverem a arte de forma tão intensa e diversa. O MIMO é positivo, inclusivo e democrático, faz parte de Amarante e dos amarantinos, mas também dos milhares de fãs nacionais e estrangeiros que nos visitam anualmente", refere Lu Araújo, directora e fundadora do MIMO Festival, citada em nota de imprensa.

O espectáculo de abertura do festival está agendado para 19 de Julho, uma quarta-feira, às 18.00, com um concerto que junta a bossa nova brasileira e o fado português, no Museu Amadeo de Souza-Cardoso. O maestro e violoncelista Jaques Morelenbaum – que já participou em álbuns de Tom Jobim, Ryuichi Sakamoto, Cesária Évora, Caetano Veloso e Mariza – une-se ao cantor e compositor brasileiro radicado em Portugal Fred Martins e à cantora portuguesa Joana Amendoeira, para celebrar a lusofonia e reforçar os laços entre a música portuguesa e a música brasileira.

Pela primeira vez, o MIMO traz a Portugal e às margens do rio Tâmega nomes da cena urbana brasileira actual, como Rita Benneditto, Simone Mazzer, Vitrolab e Quinteto Nova Orquestra, além de Puta da Silva, Flávia Bittencourt, Andrea Ernest Dias Quarteto e os DJs Tahira, Farofa e Marise Cardoso. Mas não é só do Brasil que chegam artistas. Da periferia de Joanesburgo, na África do Sul, o colectivo Kebra Ethiopia Sound System traz uma festa de reggae, com uma forte componente social. Do Mali, chega Bassekou Kouyate & Band, "um dos mais respeitados nomes da música africana, mestre do Ngoni, instrumento que faz parte da família de harpas tradicionais, muito difundida na África Ocidental".

No campo da música clássica, e pela primeira vez em Portugal, o pianista norte-americano, nascido em Israel, Daniel Gortler, vai apresentar, juntamente com a Orquestra Sinfónica do Norte, obras de Robert Schumann, Edvard Grieg e W. A. Mozart. O concerto acontece a 20 de Julho, às 18.30, no Cine-Teatro de Amarante.

Cinema, exposições e actividades para crianças

Além da programação musical, estão também agendados encontros de músicos consagrados com jovens profissionais e estudantes de música, sendo que este ano participam os músicos Armandinho Macêdo (A Cor do Som), Newen Afrobeat, Simone Mazzer, Nova Orquestra, Bassekou Kouyate, Rita Benneditto e Andrea Ernest Dias. Já no Fórum de Ideias, a 20 de Julho, Mario Caldato Jr., produtor musical e engenheiro de som, vai contar as suas experiências e aventuras na produção musical.

Outro dos destaques da programação é Marcelo D2, que inicia a sua tour europeia no MIMO Amarante, a 19 de Julho (00:30, Palco Parque Ribeirinho). O rapper brasileiro traz o seu mais recente álbum IBORU e apresenta também o projecto “Ocupação IBORU, que sejam ouvidas nossas súplicas”, uma experiência imersiva que, além do concerto e do álbum, inclui um filme, uma roda de conversa e uma exposição.

O filme produzido em parceria com Luiza Machado reflecte "a contínua busca de Marcelo D2 por experimentações sonoras e a partilha do seu processo criativo” e fornece ainda "uma visão única de como as raízes do samba seguem contemporâneas 100 anos depois do seu surgimento". Já a exposição apresenta obras de uma nova geração de artistas plásticos, como Ana Paula Sirino, Apolo Torres, Juan Calvet, Emerson Rocha, Ilustrablack, Manuela Navas, Yeda Affini, Heloisa Hariadne e Rodrigo Ladeira. Tanto o filme como a exposição serão exibidos no Museu Amadeo de Souza-Cardoso até ao dia 28 de Julho.

A programação do MIMO Amarante 2024 vai ter ainda actividades para os mais novos, com leitura de contos infantis, oficinas, jogos e brincadeirasbem como um programa dedicado ao bem-estar – incluindo aulas de meditação. Há ainda uma área dedicada ao ambiente, com roteiros sustentáveis pelas margens do Tâmega e pela cidade de Amarante, e uma feira de produtos criativos de Amarante.

O MIMO Festival nasceu em 2004, em Olinda, no nordeste do Brasil, e já conta com 60 edições realizadas em cidades históricas do Brasil e da Europa. A estreia internacional deu-se em 2016 em Amarante, cidade onde o evento se realizou até 2019, tendo contado com mais de 80 mil pessoas nessa edição. A programação pode ser consultada na site do evento

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