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'Mandíbulas', de Quentin Dupieux​
© DR'Mandíbulas', de Quentin Dupieux​

Curtas Vila do Conde está de regresso até 25 de Julho

A edição deste ano do Curtas Vila do Conde decorre de 16 a 25 de Julho, com um total de 236 filmes, num formato híbrido que combina projecções em sala e online.

Por
Eurico de Barros
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Não é só o Festival de Cannes que tem direito a ver Diários de Otsoga, o novo filme de Miguel Gomes e Maureen Fazendeiro, seleccionado para a Quinzena dos Realizadores. A fita vai passar também no 29.º Festival Curtas Vila do Conde (16 a 25 de Julho), na secção não competitiva Da Curta à Longa. Em Diários de Otsoga, três personagens com o nome dos actores que as interpretam – Crista Alfaiate, Carloto Cotta e João Nunes Monteiro –, aproveitam o confinamento imposto pela pandemia para construírem um borboletário. Nesta secção serão ainda vistos o documentário Lutar Lutar, dos brasileiros Helvécio Marins Jr. e Sérgio Borges, a história do Clube Atlético Mineiro, desde a sua fundação até ao título de futebol ganho em 2014, e o surreal Mandibules, de Quentin Dupieux, sobre dois amigos simplórios que descobrem uma mosca gigante no porta-bagagens do carro e decidem domesticá-la para ganharem dinheiro.

Na edição deste ano do Curtas Vila do Conde, serão mostrados 236 filmes, num formato híbrido que combina projecções em sala e online. A secção InFocus do festival vai destacar a realizadora escocesa Lynne Ramsay, autora de filmes como A Viagem de Morvern Callar (2002), Temos de Falar Sobre Kevin (2011) ou Nunca Estiveste Aqui (2017). A obra de Ramsay tem-se dividido entre as curtas e as longas-metragens, caso da mais recente, Brigitte (2019), organizada em redor de uma conversa da realizadora com a fotógrafa francesa Brigitte Lacombe. Em destaque estarão ainda as filmografias da dupla iraniana Ali Asgari e Farnoosh Samadi, da grega Jacqueline Lentzou e do português Jorge Jácome.

A Competição Nacional integra 17 filmes de realizadores que se estreiam no Curtas, que regressam ao festival ou que já são bastante conhecidos. Entre outros, passam O Lobo Solitário, de Filipe Melo, Nada nas Mãos, de Paolo Marinou-Blanco, Timkat, de Ico Costa, Madrugada, de Leonor Noivo, Cassandra Bitter Tongue, de Ana Moreira, Lethes, de Eduardo Brito, ou A Casa do Norte, de Inês Lima. Quanto à Competição Internacional, encontramos títulos como David, de Zachary Woods, interpretada por Will Ferrell; Quatro Strade, de Alice Rohrwacher, um testemunho sobre o quotidiano durante o primeiro confinamento em Itália; The Rabbit Hunters, de Guy Maddin e Evan e Galen Johnson; One Hundred Steps, de Barbara Wagner e Benjamin de Burca; ou A Love Song in Spanish, de Ana Elena Tejera. Na Competição Experimental há 20 fitas vindas de 16 países, seis delas realizadas por portugueses, com destaque para Sandro Aguilar com The Detection of Faint Companions.

Cinema e música voltam a cruzar-se nas secções Stereo e Vídeos Musicais, graças a António Zambujo – Lote B, de Pedro Serrazina, Moullinex – Running in the Dark ft. GPU Panic, de Bruno Ferreira, ou Bruno Pernadas – Theme Vision, de Bruno Pernadas e Jep Jorba. Na Stereo actuarão a harpista espanhola Angélica Salvi, musicando Shoes, de Louis Weber, e o colectivo Chão Maior, que apresenta ao vivo o seu mais recente trabalho, em colaboração com o realizador Igor Dimitri.

O Curtas Vila do Conde 2021 fica completo com as secções Curtinhas e My Generation, destinadas às crianças, famílias e adolescentes; com a Take One!, que junta trabalhos estudantis de instituições do ensino superior portuguesas e internacionais; e com a Cinema Revisitado, feita este ano de dois programas: Hollywood: Daydreams and Nightmares, inspirada por Mulholland Drive, de David Lynch, com fitas de Vincente Minnelli, Billy Wilder e Stanley Donen/Gene Kelly, e 60.º Aniversário da Semana da Crítica, composto por curtas exibidas nesta secção paralela do Festival de Cannes, onde há obras de François Ozon, Tsai Ming-Liang, Bruno de Almeida ou Julia Ducourneau.

Não esquecer ainda a exposição Be Your Selfie, do artista e realizador Diogo Costa Amarante, patente na Solar – Galeria de Arte Cinemática. O festival dá também carta branca a Diogo Amarante Costa, com uma selecção de curtas-metragens escolhidas por ele, mais a estreia nacional de Luz de Presença, o seu último filme.

O Curtas acontece entre o Teatro Municipal e o Auditório Municipal de Vila do Conde. Toda a programação e informações podem ser consultadas aqui.

Descubra a edição desta semana, digital e gratuita, da Time Out Portugal

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