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Há documentos inéditos de espiões e de artistas refugiados durante a Segunda Guerra Mundial para ver nos Paços do Concelho

O material foi reunido por Neill Lochery, autor e historiador escocês radicado no Porto, ao longo de 15 anos de pesquisa sobre o papel de Portugal como refúgio durante o conflito

Escrito por
Mariana Morais Pinheiro
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Se é fã dos romances de Ian Fleming e do seu carismático James Bond, esta exposição é para si. “1941: Guggenheim and Fleming, Artists & Spies in WWII Portugal” abriu as portas ao público segunda-feira, dia 4 de Abril, no átrio dos Paços do Concelho, e revela mais de 100 documentos, fotografias e vídeos inéditos de espiões e artistas refugiados em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial.

O material, recolhido entre a Europa e os EUA, foi reunido por Neill Lochery, autor e historiador escocês radicado no Porto, especialista em História Moderna da Europa, do Mediterrâneo e do Médio Oriente, ao longo de 15 anos de pesquisa sobre o papel de Portugal como refúgio de espiões durante o conflito. Os textos do catálogo que acompanha a exposição são da sua autoria e referem não só o importante papel que Portugal teve como um destino seguro para espiões e artistas, mas também a inspiração que foi para a literatura de espionagem a nível mundial.

Um dos casos mais famosos é o do escritor britânico Ian Fleming que se terá baseado na figura de Dusko Popov, o sérvio playboy e um dos mais importantes agentes dos serviços secretos durante a Segunda Guerra Mundial, para criar James Bond, a personagem principal da saga. Casino Royale, publicado em 1953, foi o primeiro título da colecção, que teve como cenário inspirador o Casino Estoril.

“Eu espero que os visitantes que aqui venham, tanto de Portugal como do estrangeiro, aprendam sobre o papel de Portugal na Segunda Guerra Mundial. Sobre a neutralidade do país, sobre a importância do país tanto para os Aliados como para as potências do Eixo. E que aprendam algo sobre as operações de espionagem que aconteceram também em Portugal, que foram de enorme importância para a guerra” e para o seu desfecho, explicou  Neill Lochery ao portal porto.pt.

A mostra, que marca o regresso da utilização do átrio dos Paços do Concelho para actividades de cariz cultural, depois de dois anos de portas fechadas por causa da pandemia, é de entrada livre e pode ser visitada nos dias úteis das 09.00 às 17.00.

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