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Herói local: Ana Cristina Pires, a primeira mulher portuguesa a tornar-se cientista-astronauta

Herói local: Ana Cristina Pires
© João Saramago Aos 38 anos tornou-se na primeira mulher portuguesa a receber o diploma de cientista-astronauta

Quis ser astronauta, como qualquer criança. Contudo, o interesse pelas rochas, pelos minerais e pelo mar, aos quais juntou, mais tarde, a paixão pela robótica e pelos sistemas autónomos, acabou por vencer. Já com um mestrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores e com um Doutoramento em Geociências, é que começou a desenvolver um interesse mais científico pelo espaço e pelo o que este esconde.

Este surgiu quando Rui Moura, em 2016, se tornou no primeiro cientista-astronauta português, conta. Cerca de dois anos mais tarde, também ela decidiu candidatar-se ao curso do projecto POSSUM – Ciência Suborbital Polar na Alta Mesosfera, apoiado pela NASA. Contou com o apoio do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e do Instituto Politécnico do Porto (IPP), instituições às quais está ligada, para participar no desafio.

Foi seleccionada entre centenas e juntou-se a mais 11 pessoas, de países como o México, a França e a Colômbia, de diferentes áreas. Havia psiquiatras, neurocirurgiões e engenheiros aeroespaciais. A formação incluiu aulas teóricas remotas e aulas práticas na Embry-Riddle Aeronautical University, na Flórida, que deram a Ana a possibilidade de “simular uma missão, com fato espacial”, experimentar a ausência de gravidade e a de entrar dentro de uma câmara hiperbárica para perceber os efeitos da hipoxia, a falta de oxigénio, nos astronautas.

Com o diploma na mão, Ana Pires, que mensalmente reúne com a equipa dos EUA para perceber como pode contribuir com os seus conhecimentos, diz querer continuar a formação. O próximo passo é participar num novo curso, “também ligado ao uso de fatos espaciais e técnicas relacionadas com a geologia lunar e de Marte. Desta vez será no Arizona, no local em que os astronautas da NASA treinam”. No momento, anda à procura de apoios que financiem uma propina que ronda os 2500 euros.

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