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Porto
© Filipa Brito

Qualidade do ar no Porto piorou na última semana

Os dados, divulgados pela associação ZERO, são medidos na estação de monitorização da Praça de Francisco Sá Carneiro.

Por Ana Patrícia Silva
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Na semana de ligeira reabertura, a qualidade do ar "manteve-se excelente" em Lisboa, mas "piorou no Porto", segundo os resultados das análises da qualidade do ar da associação ambientalista ZERO.

A semana passada foi uma "semana no bom caminho em Lisboa, mas em direcção oposta no Porto", anunciou hoje a ZERO em comunicado. Em Lisboa, são avaliadas cinco estações de monitorização. No Porto, a associação avaliou a única das duas estações de monitorização de qualidade do ar, que apenas tem dados disponíveis desde o início de Abril – a estação localizada na Praça de Francisco Sá Carneiro (Praça Velásquez). A associação ressalva que é "uma estação de tráfego que reflecte a proximidade de semáforo, o que pode interferir nos dados".

Nesta estação de monitorização do Porto, a média de concentrações nos dias úteis entre a última semana de estado de emergência e a passada semana aumentou 9 mg/m3, de 34 para 43 mg/m3Estes valores são, no entanto, mais reduzidos do que as concentrações verificadas nas semanas de 13 a 17 de Abril e de 20 a 24 de Abril que foram de 54 e 56 mg/m3, respectivamente. O valor-limite anual de dióxido de azoto é de 40 mg/m3.  

A ZERO tem vindo a acompanhar em detalhe a evolução da qualidade do ar nas cidades de Lisboa e Porto, desde o estado de alerta, em Março de 2020. A associação recorre às concentrações de dióxido de azoto (NO2), medidas nas estações de monitorização geridas pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, e cujos dados são disponibilizados pela Agência Portuguesa do Ambiente.

Nas cidades, o dióxido de azoto medido é sobretudo consequência directa dos processos de combustão que têm lugar nos veículos, com maior responsabilidade dos que utilizam o gasóleo. O dióxido de azoto é "um excelente indicador da poluição associada à actividade humana". Tem sido usado à escala mundial para avaliar o impacto "da quebra da actividade económica e da mobilidade na qualidade do ar associadas às medidas restritivas impostas pelo controlo da pandemia de Covid-19", refere o comunicado da ZERO.

Leia aqui a edição desta semana da Time In Portugal

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