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Catarina e a Beleza de Matar Fascistas
Fotografia de Jaime Machado 'Catarina e a Beleza de Matar Fascistas'

Os espectáculos a não perder em 2021

Do teatro à dança, descubra os espectáculos de artes performativas a não perder na programação dos principais teatros do Norte do país no primeiro trimestre de 2021.

Por Mariana Duarte
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2020 foi um ano trágico para as artes performativas em Portugal. A paralisação da cultura provocada pela pandemia fez com que uma grande parte dos artistas e profissionais deste sector (e de muitos outros) perdesse os meios de subsistência, sem acesso a apoios dignos. Os teatros começaram a desconfinar, adaptando-se a novas normas, a uma nova realidade e a uma reestruturação logística em várias frentes – desde ensaios parciais, a roupa usada exclusivamente para os ensaios, diferentes circuitos de deslocação para as várias equipas do teatro, entre muitos outros procedimentos. Após sobreviver a 2020, os palcos estão prontos para um novo ano. Saiba o que não pode perder no primeiro trimestre de 2021.

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'Canzone per Ornella' e 'Postcards from Vietname'

No Rivoli, 2021 arranca com Raimund Hoghe em dose dupla. Entre 13 e 15 de Janeiro, o veterano coreógrafo alemão regressa ao Porto para apresentar Canzone per Ornella, peça em que reúne música e textos de Pier Paolo Pasolini para uma das suas bailarinas de eleição, Ornella Balestra, e Postcards from Vietnam, em que prossegue a sua parceria com os bailarinos e cúmplices Ji Hye Chung e Takashi Ueno, aqui numa reflexão sobre a história e as lembranças associadas à Guerra do Vietname.

'The Show Must Go On'

Jérôme Bel, um dos nomes mais bem cotados da dança contemporânea europeia, vem a Lisboa, Viseu e Porto fazer uma remontagem da sua peça de 2001, The Show Must Go On, com elencos locais. Esta criação é uma espécie de karaoke coreográfico em que os intérpretes fazem aquilo que lhes é transmitido pelas letras das canções (de autores como Nick Cave, David Bowie, Edith Piaf, George Michael…), baralhando a forma como nos relacionamos com aquilo que ouvimos e com aquilo que vemos. Estará na Culturgest de 21 a 24 de Janeiro, no Teatro Viriato a 29 de Janeiro, seguindo para o Rivoli a 12 e 13 de Fevereiro.

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'May B'

Este espectáculo histórico da coreógrafa francesa Maguy Marin, criado em 1981, será um dos destaques da 11ª edição do festival Guidance, marcado para 4 a 10 de Fevereiro em Guimarães. May B é alicerçado em textos e personagens de Samuel Beckett, dando corpo e movimento às suas palavras – e é um dos raros momentos em que Beckett aceitou que o seu trabalho fosse adaptado.

'Catarina e a Beleza de Matar Fascistas'

Estreou em 2020 e, para muito boa gente, foi o espectáculo do ano. Mas a digressão (e a luta) continua: 23 de Janeiro no Fórum Luísa Todi, em Setúbal; 11 a 20 de Fevereiro no Teatro Carlos Alberto, no Porto; 5 a 6 de Março no 23 Milhas, em Ílhavo. Em Catarina e a Beleza de Matar Fascistas, o encenador Tiago Rodrigues imagina Portugal em 2028, assombrado por um governo populista de extrema-direita. Através do retrato de uma família com uma tradição muito antiga e muito particular – raptar e assassinar um fascista por ano –, esta peça lança uma série de questões sobre quais os meios válidos para proteger a democracia. E sobre o que temos de fazer para batermos de frente com este 2028, tão longe mas aqui tão perto.

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'Válvula'

O ilustrador, cartoonista e performer António Jorge Gonçalves e o rapper, activista e investigador Flávio Almada juntam-se para contar a história do graffiti, entre palavras, canções e desenhos. Vão lá atrás, aos riscos que caçadores-recolectores fizeram nas rochas há 30 mil anos, em África, passam pelos murais políticos de Diego Rivera, vão até ao bairro do Bronx, em Nova Iorque, e ainda dão um salto à “pichação” nos prédios de São Paulo. Para ver no Teatro Carlos Alberto, no Porto, entre 4 e 6 de Março.

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