Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Porto icon-chevron-right Exposições internacionais para ver online esta semana

Exposições internacionais para ver online esta semana

Não precisa de sair de casa para ver obras de grandes nomes da arte. Através de vídeo e desenho, os museus e galerias internacionais levam-nos a exposições de Andy Warhol, Pablo Picasso e Louise Bourgeois.

Visite a retrospectiva de Andy Warhol no Tate Modern, em Londres
© Robert Mapplethorpe Visite a retrospectiva de Andy Warhol no Tate Modern, em Londres
Por Maria Monteiro |
Publicidade

Se alguma vez desejou ter o poder do teletransporte para poder ir àquela exposição que queria mesmo visitar, mas é noutro canto do mundo, esta quarentena resolve-lhe o problema (em parte, pelo menos). Há diversos museus e galerias, nacionais e internacionais, a disponibilizar catálogos, fotografias, documentos ou vídeos dos seus acervos, assim como instituições que viram as suas programações suspensas e que, em vez de as cancelarem, apenas as transpuseram para a Internet. É o caso de uma retrospectiva da vida e obra de Andy Warhol, uma exposição sobre a relação dinâmica de Picasso com o papel ou o conjunto de desenhos que mostram outra faceta de Louise Bourgeois. Não há desculpa para não se aculturar.

Recomendado: 12 museus internacionais para visitar sem sair do sofá

 

Três exposições internacionais para ver online esta semana

Marilyn Diptych (1962), de Andy Warhol
© DR

Andy Warhol no Tate Modern, Londres

Pela primeira vez em quase 20 anos, a vida e obra de Andy Warhol ocupam as paredes do Tate Modern, desta vez numa retrospectiva que se estende por 12 salas. Descrito como “popularmente radical e radicalmente popular”, Warhol é um dos nomes maiores da pop art. Esta exposição procura ir além da excentricidade e ousadia que lhe associamos, para mostrar a pessoa por detrás do mito.

Além das imagens das latas de sopa Campbell, da Coca-Cola e de Marilyn Monroe, são apresentados 25 retratos de mulheres transexuais e de drag queens negras e latinxs, que integram a série Ladies and Gentlemen. Também há relíquias pessoais como os formulários de imigração da família, vinda da actual Eslováquia para os EUA, ou a sua colecção de perucas prateadas. Pode fazer uma breve visita à exposição aqui, na companhia dos curadores Gregor Muir e Fiontán Moran.

Picasso levou a cabo um vasto processo de experimentação no papel
© David Parry/DR

Picasso and Paper na Royal Academy of Arts, Londres

A tridimensionalidade, característica bem presente no cubismo, é ponto assente no trabalho de Pablo Picasso. Obras emblemáticas como Guernica ou Les Demoiselles d’Avignon são o culminar de um longo processo de experimentação com o papel. Foi com recurso a este meio que Picasso produziu colagens, impressões e esculturas, aproveitando papel de jornal, papel de parede e até guardanapos.

Esta exposição reúne mais de 300 peças que abrangem um percurso de 80 anos, marcado por uma relação íntima com o papel. É que, como se pode ler no texto de apresentação, “Picasso não usava o papel só para desenhar”. Também o rasgava, dobrava e queimava, o que, inevitavelmente, daria origem a obras inovadoras. Conheça o processo por trás de algumas delas nesta visita virtual de 40 minutos.

Publicidade
Untitled (1951), de Louise Bourgeois
© DR

Louise Bourgeois. Drawings, 1947-2017 na Hauser & Wirth, Nova Iorque

“Desenhos são penas do pensamento, são ideias que agarro a meio voo e passo para o papel”, disse, um dia, Louise Bourgeois. Apesar de ter alcançado o reconhecimento mundial com as esculturas de aranhas gigantes, a artista franco-americana desenhou durante toda a vida. Muitas das suas obras começaram por ser desenhos antes de ser pinturas e, mais tarde, esculturas.

A exposição online, promovida pela galeria Hauser & Wirth, inclui 14 desenhos e um pequeno documentário da artista no seu estúdio, em Nova Iorque. Era lá que Louise Bourgeois passava grande parte do seu tempo, isolada do mundo e a sós com a sua arte. Como acontece em toda a sua obra, os desenhos andam entre o abstracto e o figurativo. Entre eles, há paisagens abstractas, buracos negros e até borboletas.

10 obras de arte que nos lembram como é bom estar em casa

Old Woman Frying Eggs, Diego Velázquez (1618)

É um dos primeiros trabalhos de Diego Velázquez, um dos mais importantes pintores do Século de Ouro Espanhol e artista principal da corte do rei Filipe IV. Na fase inicial da sua pintura, retrata figuras da plebe como a que se vê nesta imagem e recorre à sua família como modelo. Este quadro, de um realismo impressionante, está na Galeria Nacional da Escócia, em Edimburgo.

Woman at Her Toilet, Jan Steen (1663)

Jan Steen, renomado pintor holandês do século XVII, representou, sobretudo, cenas da vida quotidiana que, de tão animadas, parecem caóticas. Esta obra é uma excepção na sua produção artística e mostra uma mulher numa cena de intimidade. Adquirida pelo rei George IV de Inglaterra, em 1821, integra a colecção da família real inglesa e está no Palácio de Buckingham, em Londres.

Publicidade

Woman in Blue Reading a Letter, Johannes Vermeer (1663-64)

Foi o primeiro quadro de Johannes Vermeer a ser comprado pelo Rikjsmuseum, em Amesterdão, e é um de vários retratos que o mestre holandês fez da figura feminina em contexto doméstico. Neste caso, vemos uma mulher que lê uma carta, presumivelmente do seu amado, na calma da luz matinal.

Two Young Girls at the Piano, Pierre-Auguste Renoir (1892)

Esta pintura foi encomendada a Renoir pelo governo francês, em 1891, para o Musée du Luxembourg, um novo museu parisiense que seria dedicado à obra de artistas vivos. Como sabia que o esperava um escrutínio maior do que o habitual, aperfeiçoou incansavelmente a tela, desenvolvendo-a numa série de cinco versões. A obra está no Musée d'Orsay e no Musée de l'Orangerie, em Paris, e no Met, em Nova Iorque.

Publicidade

Vase with Poppies, Vincent van Gogh (1886)

Van Gogh notabilizou-se pelas deslumbrantes paisagens naturais que pincelou a azul e amarelo. Curiosamente, uma das suas obras mais populares, Sunflowers (1888), passa-se no interior. Mas os girassóis não foram as únicas flores que pintou. As papoilas também dão o ar da sua graça nesta obra, autenticada pelo Museu Van Gogh em 2019 e pertencente ao Wadsworth Atheneum, nos Estados Unidos.

Morning Yawn, Edvard Munch (1913)

Autor de The Scream (1893), uma das imagens mais emblemáticas da história da arte, Edvard Munch criou um estilo muito próprio, ancorado no esboço dos seus estados emocionais e psicológicos. Entre os seus trabalhos, constam alguns nus, como o da imagem, que mostra uma mulher acabada de acordar. A tela está no Bergen Kunstmuseum, na Noruega.

Publicidade

Young Woman at a Window, Salvador Dalí (1925)

Produzido durante os anos de formação de Salvador Dalí, que viria a notabilizar-se pelo trabalho surrealista, este quadro mostra uma jovem à janela, olhando o rio de Cadaqués, em Girona. Os especialistas acreditam que a figura retratada é Ana Maria, a irmã do pintor, de quem era muito próximo. A obra está exposta no Museu Rainha Sofia, em Madrid.

Sun in an Empty Room, Edward Hopper (1963)

Esta foi uma das últimas pinturas de Edward Hopper, artista norte-americano cuja obra é dominada pela solidão presente na vida moderna americana. Este é um exemplo do tratamento primordial que dá à luz na fase final da sua vida e obra. E, se ela pode ser vista como evidência do vazio, também pode ser o meio de lhe dar vida. A pintura está, actualmente, numa colecção privada.

Publicidade

Sleeping Girl, Roy Lichtenstein (1964)

Roy Lichtenstein, um dos nomes mais sonantes da Pop Art, produziu uma série de retratos de mulheres nos anos 1960, com base na estética da banda desenhada. Este, em particular, foi baseado num painel de Girls' Romances, BD publicada pela DC Comics em 1964. Em 2012, foi arrematada por 44,8 milhões de dólares num leilão da Sotheby's.

My Parents, David Hockney (1977)

David Hockey, que em 2018 se tornou no artista vivo mais caro com a tela Portrait of an Artist (Pool with Two Figures), vendida por 90,3 milhões de dólares num leilão da Christie's, pintou este retrato dos pais com muito azul e muita luz, elementos familiares na sua obra. De uma precisão quase fotográfica, a pintura pode ser vista no Tate Britain, em Londres.

Recomendado
    Também poderá gostar
      Publicidade