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O melhor do segundo dia do Portugal Fashion

Por
Mariana Morais Pinheiro
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No segundo dia, a 41ª edição do Portugal Fashion regressou à base, à Alfândega do Porto, depois de ter recebido no dia anterior, no Museu do Carro Eléctrico, o Espaço Bloom, a plataforma que apresenta novos criadores.

Os desfiles arrancaram com a colecção RAW, de Carla Pontes, que foi buscar inspiração à Natureza para criar a sua paleta de cores. Lychi, mint, plum, curry, ginger ou quinoa são alguns dos tons que apareceram em vestidos, coletes e camisas com cortes assimétricos e influências árabes, africanas e asiáticas.

Uma das criações de Carla Pontes
©Ugo Camera

Estelita Mendonça, que apresenta desde 2010 as suas colecções no Espaço Bloom do Portugal Fashion, foi o estilista seguinte a pisar a passerelle. A colecção, assumidamente masculina, utiliza, como já é apanágio do designer açoriano, muitos materiais reciclados.

O desfile de Estelita Mendonça
©Ugo Camera

Quem também veio dos Açores, foi Susana Bettencourt, cuja colecção foi um dos pontos altos da tarde. Chamada de “Creative Resistance”, teve como inspiração o movimento da Equal Rights Amendment que se reacendeu no início do ano com a Women’s March on Washington, pela igualdade de direitos. Numa homenagem a Amelia Earhart, a primeira mulher piloto a fazer um voo transatlântico, a colecção está cheia de referências a uniformes de aviação dos anos 70.

Susana Bettencourt inspirou-se na aviação dos anos 70
©Ugo Camera

Júlio Torcato misturou cortes clássicos com vestuário desportivo e urbano e Diogo Miranda, um dos estilistas mais aguardados do dia, já que celebra 10 anos de carreira, apostou num espectáculo com peças de grandes proporções, inspiradas na silhueta do cisne. Mangas exageradas, folhos e laços, e cores pastel, fúchsia, laranja, cinza e verde imperaram durante todo o desfile. 

Luísa Beirão em Diogo Miranda
©Ugo Camera

Seguiu-se, então, Hugo Costa. A colecção “Don’t Fish My Fish” foi inspirada no povo nómada Moken, originário da China, e critica o consumo massificado e desmedido da sociedade. Depois, Anabela Baldaque com uma colecção divertida onde os azuis fazem contraste com rosas, vermelhos com verdes, e saltam à vista rendas e tecidos estampados.

Miguel Vieira fechou este segundo dia com chave de ouro. Em 2018, o estilista faz 30 anos de carreira e para a colecção da próxima estação quente apostou em peças largas e com assimetrias, feitas com materiais como algodão, neoprene, malhas e nylon.

Os desfiles do terceiro e último dia do Portugal Fashion vão decorrer durante a tarde e noite de hoje. Pode seguir tudo nas nossas redes sociais.

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