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Três razões para visitar a Photo Ark

Photo Ark - Lagarto
©Joel Sartore

A Photo Ark é uma espécie de nova Arca de Noé. Joel Sartore fotografou mais de sete mil espécies em cativeiro e mostra agora 40 dessas imagens na Galeria da Biodiversidade, no Jardim Botânico do Porto. Os animais aparecem em fundos brancos ou negros, quase sempre de olhos fixos na câmara e é impossível não sentir um murro no estômago ao pensar que estas espécies estão extintas (ou em vias de).

© Joel Sartore

 

 

 

O esqueleto da baleia que paira no ar da entrada da Casa Andresen, no Jardim Botânico do Porto, dá um bom mote para a exposição que tem um nível tão alto de fofice como de culpabilização. O objectivo de Sartore, fotógrafo da National Geographic há mais de 20 anos, é fazer com que pessoas se preocupem mais com o facto de a Humanidade poder vir a perder metade de todas as espécies do mundo até ao final do século XXI. E engana-se quem acha que não vai sofrer as consequências. “A biodiversidade é essencial à nossa sobrevivência”, alerta constantemente o fotógrafo.

Olhos nos olhos

Joel Sartore prova que não é preciso ir a um jardim zoológico para ver os animais de perto. Graças ao seu trabalho é possível imaginar o que estariam a pensar o macaco envergonhado que dá início à exposição ou a coruja ensonada que dá por terminada a primeira sala. Os animais são (quase) todos fotografados de olhos fixos na objectiva e isso faz com que pareça que estamos sempre a ser observados. Mais ou menos como os animais em cativeiro se devem sentir.

© Joel Sartore

Mea culpa

Percorrer as 40 fotografias sem chegar ao fim com a consciência pesada é praticamente impossível, principalmente quando se entra na sala das espécies em extinção. É o caso do rinoceronte branco do Norte ou do lobo mexicano – que parece saído de um poster de um qualquer filme que põe lobos frente a vampiros. Joel acredita que as suas fotografias ajudarão a salvar muitas espécies e só por isso batemos-lhe palmas e fazemos a devida vénia.

Sessões animadas (e atribuladas)

Como deve imaginar, não faz parte do ADN das suricatas manterem-se sossegadas durante muito tempo. Por isso mesmo, há uma zona intermédia da exposição onde é possível ver dois pequenos filmes com as peripécias das sessões fotográficas. Há uma cobra que entra pela objectiva, um armadilho tímido e até macacos que rasgam cenários e se riem do feito.

A exposição está na Galeria da Biodiversidade até ao dia 29 de Abril de 2018.

O que tem a Galeria da Biodiversidade?

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