1. Verónica Dias, padeira da Brites


Por vezes fica difícil dissociar uma da outra. Talvez por causa da sua resiliência face à adversidade, é que Verónica Dias, padeira e fundadora da Brites, a padaria de fermentação natural e pastelaria artesanal no Marquês, seja tão frequentemente confundida com Brites de Almeida, símbolo da História de Portugal e a mais famosa padeira de todos os tempos: a de Aljubarrota. Quando em 2022 Verónica abria o seu pequeno espaço (que agora ocupa também a loja ao lado), dava início a um processo de fermentação que além de fazer crescer bons pães, dava também mais voz a todas as outras padeiras da cidade e do país. “Por isso é que o projecto se chama Brites que, para nós, significa resiliência. Queremos que a resiliência seja considerada uma coisa positiva, associada a técnica, a profissionalismo, a responsabilidade, a um cargo importante”, justificou na altura em entrevista à Time Out, acrescentando que numa área dominada por homens, há cada vez mais mulheres padeiras e pasteleiras que só precisam “de algum palco”.























