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Bruno Nogueira
© Duarte Drago Bruno Nogueira

10 iniciativas para rir às gargalhadas

Tal como Charlie Chaplin, nós também acreditamos que “um dia sem riso é um dia desperdiçado”. Com isso em mente, reunimos dez iniciativas que querem aliviar o peso destes dias confusos e deixá-lo a gargalhar.

Por Patrícia Santos e Clara Silva
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Em tempos de isolamento social, sintomas como o aborrecimento, o cansaço, o mau humor e a ansiedade podem começar a bater-lhe à porta. Para garantir que ficam do lado de fora, é importante reservar uma parte do dia para soltar um bom par de gargalhadas. Não só ajudam a libertar o stress, como ainda o vão pôr a exercitar os músculos da cara e da barriga. Para que não precise de se preocupar com nada, reunimos dez iniciativas para o fazer rir.

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Dez iniciativas que vão deixá-lo a gargalhar

Bruno Nogueira
Bruno Nogueira
© Duarte Drago

Bruno Nogueira

É caso para dizer que até no Pólo Norte já se ouviu falar de Como é Que O Bicho Mexe. O programa improvisado de Bruno Nogueira no Instagram, “a melhor coisa da quarentena”, escrevem alguns, conseguiu a proeza de juntar mais espectadores a olhar para um ecrã de telemóvel com pouca qualidade do que um jogo do Benfica – x Porto. De segunda a sexta, a partir das 23.00, depois de deitar as filhas, Bruno Nogueira senta-se à secretária com um copo de vinho na mão e vai ligando a quem lhe apetece para falar sobre assuntos tão nobres como “pichas” ou “pipis” – palavras recorrentes do próprio. Nuno Markl, João Manzarra, Salvador Martinha, Nuno Lopes, Nelson Évora, Jessica Athayde e até a sua própria mãe já participaram nas conversas. Em Fevereiro, antes de esgotar a Altice Arena com o seu espectáculo de humor, Bruno Nogueira aceitou ser director por uma semana da Time Out Lisboa e virou (literalmente) a revista de pernas para o ar. Em tempos de pandemia, também vira os hábitos ao contrário: é nos comentários dos directos de Bruno Nogueira que vai encontrar os seus amigos já com uns copos a mais numa sexta à noite – ou numa segunda à noite, pouco importa. Num dos episódios do programa, que acaba sempre com uma canção de Filipe Melo ao piano, Nuno Markl sugeriu que toda a gente que estivesse a ver seguisse a conta de Cal Lockwood, um homem que grava sozinho um programa de rádio no Árctico. De três seguidores, Lockwood acordou no dia seguinte com mais de 60 mil e um pedido: passa Mário Laginha. Na sua conta de Instagram, Bruno Nogueira diz que não sabe quanto tempo mais irá aguentar este ritmo diário de directos. “Mas quero que saibam que a mim também me faz bem estar convosco.”

Rui Cruz

“Uma vez que há um limite para o número de partidas de Monopólio que se podem jogar em família sem causar divórcios ou discussões”, Rui Cruz resolveu disponibilizar, no seu canal do YouTube, o último espectáculo de stand-up comedy com o qual percorreu o país. Falamos-lhe de Como todos fazem, onde o humorista aparece farto “de tentar ser diferente, original ou profetizar desgraças”. Apresenta então um solo que diz ser “igual a todos os outros, com todos os clichés, como bem se quer numa sociedade que apregoa a diferença, mas só valoriza o ‘mais do mesmo’”. Também pode tratar-se de uma “ode ao cinismo, à ironia” ou de “uma sátira à sociedade e à comédia actual”, mas para descobrir vai ter mesmo de assistir. No final, pode contribuir com doações (MB Way: 93 619 8303 – escreva "Como Todos Fazem" na descrição), até porque o gato de Rui não se alimenta sozinho.

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António Raminhos

Para combater a monotonia de estar trancado em casa, António Raminhos também resolveu partilhar um dos seus espectáculos com o público. O escolhido chama-se As Marias e é, na verdade, “o primeiro (grande) solo de stand-up” que fez. As filhas Maria Inês e Maria Rita, que na altura da gravação tinham 3 e 5 anos, são as grandes protagonistas deste espectáculo, no qual Raminhos leva o público numa “viagem de brincadeiras e aprendizagens enquanto pai”, com espaço para abordar os dramas e peripécias vividos durante a adolescência e o casamento.

Luís Franco-Bastos

Os áudios que espalham desinformação pelo WhatsApp fora estão longe de ser uma novidade para os usuários assíduos desta rede social. Contudo, em momentos de crise como o que vivemos, a sua propagação tende a aumentar. Luís Franco-Bastos sabe-o bem, pelo que tem utilizado Informação Privilegiada, a sua rubrica na RFM, para partilhar áudios de personagens – que vivem através da imaginação e da voz do humorista –, às quais não deve dar ouvidos. Recordar, entre risos, que as entidades responsáveis são as únicas que devemos considerar neste momento é o objectivo da iniciativa. Além de áudios, pode sempre contar com entrevistas, comentários ou depoimentos relacionados com o vírus de que todos falam.

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Beatriz Gosta
Beatriz Gosta
© Marco Duarte

Beatriz Gosta

Explicou a Bruno Nogueira como era a técnica do “trombone enferrujado” e é conhecida por nunca lhe faltar assunto nos directos de Instagram. Durante o isolamento, e sozinha em casa com a sua gata, Beatriz Gosta (Marta Bateira), é uma rainha dos lives. Basta estar atento à sua página porque todas as semanas há animação com sotaque do Norte.

Francisco Correia

Francisco Correia aproveitou a quarentena para montar o seu talk-show em versão animada, o primeiro do país. Eu Chico Em Casa, assim se chama, conta com o próprio como apresentador e com convidados que surgem em desenho animado. O músico Luís Severo foi o primeiro, seguido da apresentadora e radialista Ana Markl. Cada semana há um convidado diferente – as entrevistas duram pouco mais de dez minutos – para ver no YouTube e no Facebook.

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Bumba na Fofinha

Regressou aos vídeos virais no fim de Março com Estado de Emergência Mental, já com 400 mil visualizações no YouTube, “para normalizar um bocado a insanidade que tudo isto é”, diz, e com dicas para lidar com coisas como a inércia, insónias, pessoas tóxicas ou conflitos que possam surgir nesta altura. No Instagram lançou também um tutorial de videochamadas para mães, depois de passar sete minutos numa videochamada a ver o “lindíssimo canal auditivo” da sua mãe.

Chamadas Para a Quarentena

"Argumentistas separados pela quarentena fazem filmes à distância" – é assim que Chamadas Para a Quarenta, uma série de ficção da autoria de Artur Ribeiro, Filipe Homem Fonseca, Luís Filipe Borges, Nuno Duarte e Tiago R. Santos, se apresenta ao mundo. Composta por pequenos episódios que vão para além da comédia, conta com a colaboração de vários actores, entre os quais figuram nomes como Manuela Couto, Teresa Tavares, Paulo Pires, Mariana Monteiro, Paula Lobo Antunes, Jorge Corrula e João Catarré, que se ligam por videochamada. Em cada uma, duas personalidades representam situações simples: duas amigas ou uma psicóloga e a sua paciente em conversa, por exemplo.

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Gregorio Duvivier

A 27 de Março, Gregorio Duvivier, criador de Porta dos Fundos, começou a quarta temporada do seu Greg News, um talk-show de 30 minutos, num estúdio improvisado no escritório da casa da sua mãe, onde está a passar a quarentena sem a habitual plateia – apenas com umas gargalhadas dos seus familiares. O coronavírus no mundo e a maneira como o Brasil está a lidar com a pandemia são o tema principal da nova temporada. Os episódios, todas as sextas, podem ser vistos no YouTube.

Porta dos Fundos

O Porta dos Fundos, que às segundas, quintas e sábados publica sketches no seu canal do YouTube, também tem uma programação especial nesta quarentena. Inclui, por exemplo, a minissérie Família Sem Filtros, sobre um rapaz de oito anos que se vê confinado em casa com a sua família doida e que, para se entreter, resolve gravar tudo e fazer um reality show. Rafael Portugal interpreta todos os papéis. A quarentena de D. Helena, uma "senhora que podia ser a sua tia no grupo da família", também vale a pena acompanhar. Para garantir que está segura, resolve trancar-se na cisterna de casa, até porque integra vários grupos de risco. "Eu sou fumante, hipertensa, diabética, não sou cachorra", enumera. É da cisterna que dá uma série de dicas, que não deve seguir, para enfrentar os momentos difíceis que vivemos.

Mais com que se entreter

O Rijksmuseum, em Amesterdão, é um dos museus que pode visita
© DR

12 museus internacionais para visitar sem sair do sofá

Coisas para fazer Exposições

Graças à Internet, nunca foi tão fácil estar entretido entre quatro paredes. No entanto, para quem não dispensa uma visita ao museu para contemplar as obras de mestres de arte renascentista ou de nomes relevantes da arte contemporânea, fazer scroll infinitamente nas redes sociais ou devorar uma temporada (ou várias) de uma série na Netflix não é suficiente. Felizmente, há vários museus que apresentam visitas guiadas virtuais às suas colecções e exposições para que não lhe falte a sua dose diária de arte. Muitos estão presentes na Google Arts & Culture, projecto em que a Google colabora com mais de 1200 instituições em todo o mundo para levar a arte a todos. Deixe-se ficar no sofá e, sem filas ou bilhetes à mistura, só tem é de aproveitar.

Restaurante, Casa D'Oro, Pizza
©DR

56 restaurantes do Porto com entregas ou take-away

Restaurantes

Depois do fecho das portas dos teatros e museus municipais e do cancelamento de eventos que estavam marcados para os próximos tempos no Porto, os restaurantes começaram também a encerrar temporariamente ao público, de forma a combater a propagação do surto de Covid-19. Mas isso não significa que não possa devorar os pratos dos seus restaurantes favoritos em casa. Nesta lista encontra espaços que fecharam temporariamente mas funcionam com take-away ou entregas ao domicílio, para que possa continuar a conhecer o que de melhor se faz na cidade no conforto da sua casa.

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