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A Última Ceia volta ao canal História e é servida na Casa de Chá da Boa Nova

Rui Paula cozinha A Última Ceia para o Canal História
©minguez Rui Paula cozinha A Última Ceia para o Canal História

À sétima edição, a iniciativa do canal História que desafia chefs reconhecidos a interpretar A Última Ceia, chega, pela primeira vez, ao Grande Porto.

Depois de João Alves, Kiko Martins, Pedro Almeida, Miguel de Castro e Silva, Henrique Sá Pessoa, Vítor Sobral e Diogo Noronha apresentarem A Última Ceia em Lisboa, chegou a vez do chef Rui Paula interpretar o menu mais a norte.

O ponto de partida é um mini programa que vai para o ar no canal História esta sexta-feira 12 de Abril. Nele poderá assistir ao processo criativo do chef Rui Paula, o convidado desta edição, para criar um menu inspirado n' A Última Ceia de Jesus Cristo e seus Apóstolos. O que não será apenas fogo-de-vista, porque o menu será servido na Semana Santa num Monumento Nacional: a Casa de Chá da Boa Nova, onde pode provar pratos do chef Rui Paula durante todo o ano. Mas este é especial e de tempo limitado. E experimentámos tudo, sem deixar uma única migalha.

Para esta proposta, o chef Rui Paula inspirou-se na cidade do Porto para recriar a refeição mais icónica da História, onde o mar e a simplicidade dos sabores foram o ponto de partida. “Hoje, mais do que nunca, temos de nos centrar em coisas simples, bem apresentadas, surpreendentes e com sabor”, explicou o chef antes de servir os convidados. “O que temos de mais precioso é a nossa memória, a memória dos sabores”, defendeu, aproveitando para apresentar o couvert que inaugura o derradeiro menu: pão torrado na grelha pincelado com lardo (gordura de porco) fumado.

Lembra-lhe os pequenos-almoços servidos pela avó, com aquele cheirinho caseiro do pão torrado nas brasas. Aqui, o pão é servido num recipiente em pedra, com brasas lá dentro e uma grelha em metal que segura o pão feito na própria Casa de Chá da Boa Nova.

A sobremesa com frutos secos, crocante de mel e caramelo, granola e elementos de vinho

 

A sobremesa com frutos secos, crocante de mel e caramelo, granola e elementos de vinho
©minguez

 

A seguir chega a entrada sobre ardósia: lírio dos Açores e tutano, servidos sobre tostas de pão (duas por pessoa) e com quinoa. Segundo o chef, que fez a sua pesquisa histórica, eram usadas muitas leguminosas como base da alimentação. Entretanto é-nos servido um vinho do Douro chamado Regular, um lote feito só para o chef.

A estrela da refeição é muito do que vem a seguir: feijoada de tripas de bacalhau, inspirada nos estufados de feijão da cozinha judaica, mas aqui com a iguaria do mar preferida dos portugueses, puré de feijão e cominhos. Desfaz-se na boca, uma maravilha. O outro prato principal não é carne. Também vem da água e é mais um exemplo da simplicidade e do sabor que o chef tanto quis que fossem as palavras-chave deste menu: robalo ao sal com algas, em representação de velhos métodos de conservação, servido com uma salada de batata, azeitona, feijão verde, ovo e ervas finas.

Finalizados os pratos principais é servido um Tawny 10 anos e só depois chega a sobremesa, talvez o prato mais representativo da época. Com frutos secos, das nozes ao pistáchio; crocante de mel e caramelo; granola e elementos de vinho, como um belo sorbet. Um conjunto de sabores surpreendentes cheios de texturas que finaliza a refeição com uma nota bem alta.

Última Ceia no Canal História: 12 de Abril às 22.10 (com repetições até 21 de Abril)
Última Ceia na Casa de Chá da Boa Nova: 16 a 20 de Abril, ao almoço e jantar. 120€ por pessoa.

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