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De portas abertas desde os anos 40 do século passado, a loja Arcádia da Rua do Almada foi recentemente remodelada. O espaço onde antes funcionava a fábrica, entretanto transferida para um complexo industrial em Vila Nova de Gaia, está agora aberto ao público, com uma área onde é possível ver ao vivo a pintura das famosas drageias de licor e o fabrico de bombons. Há ainda espaço para provas e workshops.
"Trata-se de um tributo à fábrica que aqui funcionou durante 80 anos", explica à Time Out Francisco Bastos, de 27 anos, que representa a quarta geração da família fundadora da Arcádia. Para que os clientes possam viajar no tempo, há também uma fotografia a preto e branco que mostra como funcionava a produção no século XX.
O espaço de loja aberto ao público quase triplicou. À entrada, mantém-se o balcão com a venda de chocolates avulso, mas a porta de madeira deu lugar a um conceito aberto, onde há espaço para um novo expositor dedicado aos macarons e aos quindins, dois produtos recentes da marca, e a várias estantes com diferentes linhas, como a linha para o Dia dos Namorados, a do vinho do Porto e, claro, os clássicos. Tudo isto com pequenos apontamentos que nos transportam até ao século passado, como uma pia de mármore que sempre existiu na loja ou uma antiga caixa registadora.
A remodelação, que representou um investimento de 150 mil euros, contou com o apoio do Fundo Municipal do Porto de Tradição, o programa da autarquia criado para proteger as lojas históricas da cidade. "Queríamos valorizar o nosso património, modernizando a estrutura que aqui temos e tornar a experiência de compra mais fiel aos actuais padrões de qualidade da Arcádia, não esquecendo os nossos clientes mais antigos", concluiu o actual administrador.
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