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Cem anos de Bauhaus assinalados na Casa-Museu Guerra Junqueiro

A cadeira de aço tubular tornou-se num símbolo da modernidade
© Marco Duarte A cadeira de aço tubular tornou-se num símbolo da modernidade

Em 1920, o pintor Josef Albers começou a leccionar na recém-fundada Bauhaus, escola de design e arquitectura que procurava relacionar arte, indústria e artesanato. Ali trabalhou extensivamente a teoria da cor que ensinou primeiro na Alemanha e, depois, nos Estados Unidos, na sequência do encerramento da Bauhaus em 1933. Albers foi um dos mestres forçados a emigrar por causa do regime nazi, contudo a sua influência perdura. “Ele publicou o livro Interaction of Color, que continua a ser estudado em todo o mundo”, afirma Carla Cadete, directora do curso de Design de Comunicação na Universidade Lusófona do Porto (ULP).

Foi para dar a conhecer o legado deste e de outros nomes desta escola “pioneira no ensino da arte, do design e da arquitectura” que surgiu Bauhaus - 100 anos, 100 objectos, que pode ser vista na Casa-Museu Guerra Junqueiro até 3 de Janeiro. A exposição, organizada pela Universidade Lusófona do Porto (ULP) com apoio da Câmara Municipal, percorre os três períodos da Bauhaus: Weimar (1919- 1923), Dessau (1923-1932) e Berlim (1932-1933).

Entre os 100 objectos expositivos de homenagem ao movimento fundado pelo arquitecto Walter Gropius, estão cartazes temáticos e infográficos criados por estudantes da ULP; cartazes da autoria de 13 estúdios, designers e ilustradores do Grande Porto, como Volta, Dobra, Júlio Dolbeth ou Miguel Januário; postais históricos cedidos pela Bauhaus 100, organização responsável pelas comemorações oficiais na Alemanha; livros e cadeiras da Thonet, histórica fábrica alemã que construiu a inovadora cadeira de aço curvado da Bauhaus, a primeira peça de mobiliário produzida em série que se tornou num símbolo da modernidade.

A exposição conta também com 10 cartazes e 85 postais do acervo da Thonet, que nos anos 1930 era a maior fabricante de mobiliário em aço tubular e que ainda hoje está no activo. “Não se pode falar em design [das várias áreas] sem falar em Bauhaus”, diz Carla Cadete. E sublinha: “Num país com tantas escolas públicas e privadas de design, é fundamental fazer esta homenagem a uma escola que nos influencia todos os dias."

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