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'Contos Cruéis da Juventude': cinema japonês no Teatro do Campo Alegre

Por Patrícia Santos
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O filme Contos Cruéis da Juventude (1960), de Nagisa Oshima, realizador e argumentista japonês, é um marco histórico cinéfilo que nunca tinha tido lançamento comercial em Portugal. A situação muda agora de figura com a exibição diária do mesmo no Teatro do Campo Alegre, às 22.00. Em princípio, poderá vê-lo até 18 de Julho, embora o prazo possa ser alargado, caso a procura o justifique.

O filme tem o Japão dos anos 60 como pano de fundo e conta a história de Kyoshi e Makoto, um estudante universitário e uma adolescente, que se unem num esquema obscuro e cruel - com o objectivo de ganhar dinheiro e, ao mesmo tempo, afastar o aborrecimento -, depois de o primeiro seduzir a segunda. Conforme a trama avança, o casal torna-se cada vez mais implacável nos roubos que faz a homens mais velhos.

Esta obra é uma das primeiras longas-metragens de Nagisa Oshima, que realizou, entre outros, filmes como O Império dos Sentidos (1976) e Furyo, Em Nome da Honra (1983). Originário de uma família aristocrática e tradicionalista, Oshima interessou-se pelas causas estudantis e políticas desde cedo, e sempre se mostrou atento aos comportamentos humanos.

Segundo o realizador, no filme, a cruel história que se desenrola em torno da relação dos dois protagonistas, representa o desencanto da juventude japonesa no pós-guerra, "que só consegue manifestar a sua cólera de maneira desviada".

Para ver o filme, cuja exibição surge integrada no ciclo de cinema japonês que está a decorrer em Lisboa e no Porto, basta comprar o ingresso na bilheteira do Teatro do Campo Alegre ou do Teatro Rivoli, que custa 5,50€. Há descontos para reformados, estudantes, e portadores do Cartão Jovem ou Tripass.

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