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Espectáculo PELE no MEXE 2019
© Pedro Figueiredo'ilha-jardim', da estrutura artística PELE, no MEXE 2019

Estão abertas as candidaturas para o MEXE 2021

O festival de arte e comunidade regressa de 17 a 26 de Setembro de 2021 com uma programação assente no tema "O Risco". Até 4 de Dezembro, podem ser enviadas propostas em áreas como artes performativas e visuais, entre outras.

Por Maria Monteiro
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Em tempos de grande preocupação e incerteza, sobretudo devido à pandemia que atravessamos, a mais pequena decisão ou acção envolve uma certa dimensão de risco. É, precisamente, sobre “O Risco” que se debruça a 6ª edição do MEXE – Encontro Internacional de Arte e Comunidade, que acontece de 17 a 26 de Setembro de 2021, no Porto, e que vai ter uma extensão em Viseu.

Como habitual, o MEXE vai cruzar as dimensões artística, social e política, alavancados em quatro eixos programáticos: Apresentação, Pensamento, Formação e Documentação. Aquando do anúncio da edição de 2021, esta segunda-feira, o festival abriu as candidaturas para artistas e criativos que queiram fazer parte do alinhamento. Até 4 de Dezembro, podem ser submetidas propostas de teatro, dança, música, artes circenses, performance, pintura, escultura, vídeo, fotografia, instalação, design, arquitectura ou novos media.

Posteriormente, as candidaturas serão avaliadas por um “júri independente, nacional e internacionalmente reconhecido em diferentes áreas artísticas, bem como por elementos representantes dos grupos comunitários da PELE”, afirma a organização em nota de imprensa. O regulamento e a ficha de inscrição já podem ser consultados no site.

No ano em que completa dez anos e em que se consolidou como “plataforma internacional de referência no campo das práticas artísticas comunitárias”, o MEXE assume particular relevância perante um contexto que nos forçou ao distanciamento social e que evidenciou a necessidade de encontro e discussão – ainda mais urgentes face ao aumento das assimetrias sociais e económicas no mundo. 

São várias as questões que o evento quer trazer para cima da mesa, como “o descrédito na vida política, o afastamento do sensível e dos corpos, o poderio reforçado da tecnologia, as urgências climáticas, a desorientação social, o esvaziamento do espaço público e a dificuldade de afirmação das subjectividades [que] disputam os quotidianos dos cidadãos”, enumera o director artístico, Hugo Cruz, citado em comunicado.

Nas cinco edições anteriores, o MEXE recebeu mais de 1600 participantes oriundos de 22 países e mais de 25 mil espectadores.

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