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Circolando
© Mila Ercoli O brasileiro Volmir Cordeiro junta-se à chilena Marcela Santander para dançar 'Época'

Festival Circular regressa com Vera Mantero, Angélica Salvi e Miguel Bonneville

O 16º Circular Festival de Artes Performativas acontece entre 19 e 26 de Setembro e leva teatro, dança, música, performance e pensamento a Vila do Conde.

Por Maria Monteiro
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Depois de meses de separação forçada, artistas e espectadores voltam a ter cada vez mais pretextos para se reencontrar. Um deles é o Circular Festival de Artes Performativas, que regressa para a 16ª edição entre 19 e 26 de Setembro, no Teatro Municipal de Vila do Conde, no Auditório Municipal de Vila do Conde e no Centro de Memória. Como habitual, o evento apresenta uma programação multidisciplinar e experimental, que atravessa áreas como teatro, dança, música, performance ou pensamento.

O Circular arranca este sábado com a estreia de Pintura transparente sobre tela invisível, peça de dança que reúne os coreógrafos Vera Mantero e Luís Guerra pela primeira vez em palco, às 21.30, no Auditório Municipal. Também no dia de abertura há lugar para Synesthesia, criação audiovisual da harpista Angélica Salvi e da fotógrafa La Skimal. O concerto é uma “proposta de imersão em texturas e paisagens meditativas para harpa e vídeo electroacústicos”, segundo o comunicado de imprensa, e vai ocupar o Teatro Municipal às 22.45.

As estreias continuam a 25 de Setembro, nomeadamente com A importância de ser Alan Turing, co-criação do artista visual e performer Miguel Bonneville, com música de Clothilde, agendada para as 21.30 no Auditório Municipal. A peça centra-se na “figura do pioneiro da inteligência artificial Alan Turing, considerado o “pai da computação, conhecido por ajudar a decifrar o código Enigma durante a II Guerra Mundial”. 

Angélica Salvi
A harpista Angélica Salvi participa num concerto imersivo com La Skimal© Dinis Santos

Já no dia 26, destacam-se Arranjo Floral, conferência-performance autobiográfica em que o coreógrafo e bailarino Filipe Pereira “percorre questões como a religião, a sexualidade, a arte das flores ou a arte da dança”, às 21.00, no Auditório Municipal, e Época, de Volmir Cordeiro e Marcela Santander, que “traça uma linha histórica a partir do movimento expressionista e se inspira em várias mulheres artistas do século XX”, às 22.30, no Teatro Municipal. 

Mas nem só de dança e performance se fazem as estreias do Circular. No último sábado do mês é apresentado Diferença – Repetição – Transformação, conjunto de “três peças de compositores contemporâneos interligadas por improvisações”. O projecto junta Clara Saleiro, flautista vilacondense, e Manuel Alcaraz Clemente, percussionista espanhol, que formam o duo Noviga Projekto, às 18.00, no Teatro Municipal.

Também o pensamento sobre as artes performativas está presente na programação do festival, que inclui o lançamento da quarta edição do Jornal Coreia, publicação dirigida pelo coreógrafo João dos Santos Martins, e o seminário “O desaparecimento do público. Pensar as artes performativas”, que será orientado pelo dramaturgo José Maria Vieira Mendes do Teatro Praga no Centro de Memória (30€/pessoa, gratuito para estudantes universitários até ao limite da lotação).

À excepção do valor do seminário, e do lançamento do Jornal Coreia, cuja entrada é gratuita mediante reserva, os bilhetes têm o preço único de 5€ e podem ser comprados nas bilheteiras do Teatro Municipal e do Auditório Municipal de Vila do Conde ou na BOL. O programa completo pode ser visto aqui.

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