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Companhia João Garcia Miguel
©Susana Chicó

Há cinco peças de teatro para ver gratuitamente no Dia da Mulher

Ainda não tem programa para o Dia da Mulher? Faça uma sessão de teatro caseira, com cinco espectáculos da Companhia João Garcia Miguel.

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Escrito por
Raquel Dias da Silva
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Mãe Coragem, Medeia, Lilith, Yerma e Skies. Estas cinco peças têm como protagonistas personagens femininas que não deixam ficar ninguém indiferente. Quem o diz é a Companhia João Garcia Miguel, que quer levar a cultura a casa de todos os portugueses com uma selecção de espectáculos perfeitos para ver no Dia da Mulher, a 8 de Março.

“Diferente das comemorações anteriores, este ano, os grandes presentes são agora substituídos pelos momentos passados em família e em casa”, sugere em comunicado a companhia, que tem disponíveis um total de 46 espectáculos completos online, permitindo que os amantes de teatro possam assistir às suas produções favoritas, em qualquer momento e sem sair de casa.

Se ainda não espreitou o canal de Youtube da Companhia João Garcia Miguel, aproveite as recomendações. Com Custódia Gallego, Miguel Moreira, Paula Diogo, Sara Ribeiro e Tónan Quito no elenco, Mãe Coragem conta, por exemplo, a história de uma mãe que vive da guerra e dos seus negócios de oportunidade. Já Medeia, da autoria de Eurípides, tem um feminismo como um dos pontos centrais, ao discutir-se a sua importância na mudança do poder político e social.

Galardoada com o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores para Melhor Espectáculo de Teatro, em 2014, Yerma é baseada na poesia de Federico García Lorca e conta a história de uma mulher casada, cujo maior desejo é ter um filho, vontade não partilhada pelo seu marido. E por falar em homens, também em Lilith há um, que a protagonista decide abandonar. A partir desse momento, a sua vida muda drasticamente, levando-a a um paraíso inesperado: o da linguagem.

Para quem, além do teatro, aprecia a beleza da dança, Skies promete quatro solos com foco no feminino e as suas diferentes manifestações, tal como a da “Deusa”, que existe em cada ser vivo e que pode servir para inspirar, libertar e despertar.

+ Pedro Neves Marques e Teresa Coutinho exploram a importância do simbólico

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