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Obra criada por José Rodrigues na década de 1970, acessível ao toque
© DRObra criada por José Rodrigues na década de 1970, acessível ao toque

Há uma exposição gratuita com obras de José Rodrigues no Porto – para tocar, ouvir e ver

A Universidade do Porto está a celebrar os 85 anos do nascimento do escultor José Rodrigues (1936-2016) com uma exposição gratuita e inclusiva.

Escrito por
Ana Patrícia Silva
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José Rodrigues, o Guardador do Sol é uma viagem de 30 anos pela vida do artista plástico com vasta obra nas áreas do desenho, escultura, gravura, ilustração e cenografia – autor de uma das mais célebres obras de arte pública do Porto, o Cubo da Ribeira. Com destaque para o período em que esteve na guerra colonial, esta exposição retrospectiva honra a vontade de José Rodrigues de tornar a arte acessível a todos, em cerca de 70 peças que atravessam os anos 1960, 1970 e 1980.

A exposição, gratuita e inclusiva, pode ser tacteada, ouvida e vista, até 30 de Dezembro, nas Galerias I e II da Casa Comum da Reitoria da Universidade do Porto. Nesta mostra procuraram-se diversas formas de aproximação à obra do artista, proporcionando “soluções diferentes, para problemas sensoriais e de inclusão diferentes”, lê-se no portal de notícias da U.Porto. As pessoas cegas vão poder aceder a uma áudio-descrição de algumas peças e tocar em esculturas e reproduções bidimensionais que permitem identificar o relevo dos contornos dos quadros.  

'Cabeça de Guerreiro' (1962) de José Rodrigues, acessível ao toque
© DR'Cabeça de Guerreiro' (1962) de José Rodrigues, acessível ao toque

José Rodrigues nasceu em Luanda e veio estudar para Portugal aos 16 anos. Tinha 25 anos quando regressou a Angola, convocado para combater com o povo com quem tinha vivido até à adolescência. O primeiro núcleo de peças apresenta essa influência da guerra colonial e o segundo, resultado de uma viagem realizada a Londres em 1964, dedica-se à Nova Escultura Inglesa.

O terceiro e último núcleo faz uma selecção dos “jardins” em bronze e acrílico, que baralham as fronteiras entre o desenho e a escultura, influenciados pelas viagens ao Oriente. Nesta exposição poderá também descobrir excertos da correspondência que manteve durante 1961, período em que esteve em Luanda, e ouvir uma paisagem sonora criada por Mariana Melo, "um ambiente sonoro de selva africana enquadrada em ambiente de guerra".

A exposição tem curadoria de Alexandre Lourenço e Zulmiro de Carvalho, e o trabalho de adaptação para a inclusão resulta de um projecto colaborativo com a Faculdade de Engenharia da U.Porto, liderado pelo docente António Coelho. A exposição pode ser visitada até 30 de Dezembro, de segunda a sexta-feira, das 10.00 às 13.00 e das 14.30 às 17.30, e aos sábados, das 15.00 às 18.00, com entrada livre.

Casa Comum, Reitoria da U.Porto, Praça Gomes Teixeira. Até 30 Dezembro. Seg-Sex 10.00-13.00 e 14.30-17.30, Sáb 15.00-18.00. Grátis.

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