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Pedro Norton de Matos: "O Green Fest é o Tinder da sustentabilidade"

Escrito por
Bárbara Baltarejo
As plantações são feitas por voluntários
© DRAs plantações são feitas por voluntários
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De hoje a domingo, o Mosteiro de Tibães, em Braga, vai encher-se de conferências, workshops, showcookings, peças de teatro, aulas de exercício físico, experiências de terapia e de muitas outras actividades. Trata-se de mais uma edição do Green Fest, considerado o maior festival de sustentabilidade do país (note-se que esta é a segunda vez que acontece em Braga mas o evento já soma 12 edições na capital). 

A edição de 2019 tem como tema Planeta Água, mas o conceito de sustentabilidade vai estender-se a diferentes áreas, desde a inovação social à alimentação, passando pelo mindfulness e pela cosmética natural, com diferentes actividades. Saiba ainda que a entrada é gratuita, mas implica uma inscrição prévia

A Time Out falou com Pedro Norton de Matos, responsável pela organização, para perceber o que vai acontecer nestes três dias.

O que é o Green Fest?

Em tom de brincadeira costumo dizer que é uma dating agency. O que eu quero dizer com isto é que o Green Fest é o Tinder da sustentabilidade, porque põe pessoas e projectos em contacto e desses contactos nascem muitas sinergias, parcerias, possibilidades de colaboração e novos projectos até. Isso é extremamente gratificante. De uma forma mais séria, diria que o Green Fest é um fórum inclusivo e plural onde se partilham boas práticas e se procura, através do exemplo, inspirar mais pessoas, empresas e autarquias a passarem à acção e a alterarem os seus comportamentos.

Sustentabilidade é uma palavra que está cada vez mais na ordem do dia. Tendo em conta que o Green Fest já existe há 12 anos, parece-lhe que estamos a evoluir na direcção certa?

Neste balanço de mais de 10 anos vejo indiscutivelmente uma transformação da sociedade e tenho esperança que nos próximos 10 anos esta transformação seja ainda mais acelerada. Cada vez a pressão é maior sobre os recursos e o crescimento demográfico esperado para as próximas décadas torna o desafio ainda mais agudo. Dito isto, no nosso balanço de mais de 10 anos, sinto uma maior sensibilização dos cidadãos em geral, mas também das empresas. Eu acredito que a educação, a investigação e o desenvolvimento e, no fundo, o domínio das tecnologias, usadas para o bem, pode levar a saltos tecnológicos muito grandes que, aplicados a áreas sociais e ambientais, possam contribuir para uma inflexão, para uma mudança. 

Pedro Norton de Matos é o responsável pela organização do festival
© DR

Este festival é para famílias, mas também para empresas e para as autarquias. Vocês procuram chegar a todas as pessoas?

Sem dúvida. Nós temos dois dias de semana e dois dias de fim-de-semana. Assim sendo, nos dias úteis nós acolhemos muitos alunos, o que para nós é fundamental e, por isso, o festival acontece sempre em alturas em que as aulas estão em funcionamento. Nesses dias temos conteúdos adequados às faixas etárias das crianças, didácticos, lúdicos, pedagógicos, mas também vêm autarquias e empresas pequenas, médias e grandes.

No fim-de-semana temos um programa mais orientado, de facto, para as famílias em que a saúde e o bem-estar acabam por ser dominantes. Nesse sentido, temos rastreios de saúde, concertos, workshops, showcookings, artesanato, slow fashion, etc. O objectivo é fazer com que as pessoas se envolvam e que percebam que são parte da solução. O programa é para todas as gerações e muito abrangente. Tenho a certeza que numa família que vá ao Green Fest nenhum elemento dará o tempo por mal empregue.

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