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Quatro perguntas aos… First Breath After Coma

First Breath After Coma
© First Breath After Coma + Hugo Domingues First Breath After Coma

Rui Gaspar, Telmo Soares, João Marques, Pedro Marques e Roberto Caetano compõem os First Breath After Coma, banda leiriense que se formou em 2012 e, no ano seguinte, editou o seu primeiro álbum, The Misadventures of Anthony Knivet. Seis anos depois, já levaram a sua música a vários países e iniciam agora mais uma digressão europeia com dezenas de datas a preencher-lhes a agenda dos próximos três meses.

Desta vez, sobem ao palco para apresentar o terceiro disco, Nu, que é também um filme que nos agarra pela mão e conduz numa viagem pela intimidade dos seus cinco membros, dos momentos de fragilidade às paixões intensas. Esta sexta 8 actuaram no Hard Club para o terceiro concerto da tour, onde mais uma vez se “despiram” para aqueles que os quiseram ver e ouvir. A Time Out esteve lá e falou com Telmo Soares, que nos contou o que esteve na origem de tudo isto.

Este é o vosso terceiro álbum, o primeiro visual. Porque decidiram optar por este formato?

Andávamos com este bichinho do vídeo desde o primeiro disco, até porque alguns de nós são formados em audiovisual. E sempre fizemos os nossos próprios videoclipes – apenas três foram feitos por outros. Desta vez, construímos um álbum completo com imagens a ilustrá-lo. Foi um bocado isso, como sempre estivemos tão ligados ao vídeo e ao cinema fazia todo o sentido criar um álbum visual. Decidimos então que a melhor maneira de o concretizar era em simultâneo, ou seja, o início da criação das músicas foi o início do brainstorming para o vídeo e para o filme.

O álbum chama-se Nu. De que se despiram para o fazer?

Despimo-nos de alguns artefactos que às vezes usamos quando não nos queremos expor totalmente e, pela primeira vez, mandamos cá para fora tudo o que é angústias, medos, paixões e delírios. Todas essas emoções mais íntimas que às vezes temos vergonha de mostrar no dia-a-dia estão nas músicas e nas letras, e daí este nu, este algo mais cru.

Cada um contribuiu com as suas vivências para este trabalho, que foi sendo construído por todos, nem sempre em conjunto, pelo que já disseram. Como juntaram cada uma dessas experiências num todo que fizesse sentido?

Especificamente não fazem muito sentido, porque somos pessoas singulares e não estamos ligados directamente uns aos outros. Mas a verdade é que eu posso andar angustiado com algo da minha vida e tu partilhares da mesma emoção, do mesmo sentimento, por uma razão diferente. Percebemos que havia esse lado em comum, que partilhamos as mesmas emoções para diferentes situações da vida e que apesar de termos histórias distintas para pôr nas músicas, eram altos e baixos da vida do ser humano, do que é ser uma pessoa neste mundo meio atribulado e complexo.

Uma vez que o álbum funciona como um filme, qual a sinopse que contas para que as pessoas assistam?

Na sinopse oficial falamos de um labirinto, um dos elementos que está presente no conceito do filme e aparece visualmente. Eu descreveria como uma espécie de epopeia do que é ser humano, do que é nascer, viver e morrer e tudo o que isso envolve.

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