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Saiba quais os espectáculos a não perder em 2019, o ano do espectador

Dorothée Munyaneza
© Christophe Raynaud de Lage Dorothée Munyaneza

O 2019 do Teatro Nacional São João (TNSJ) está cheio de novidades. Novo director artístico – o encenador e actor Nuno Cardoso, fundador da companhia Ao Cabo Teatro e há muito um cúmplice da casa –, novo presidente do Conselho de Administração – Pedro Sobrado, que antes integrava o Departamento de Edições do TNSJ –, e, a 7 de Março, um brinde de aquecimento para a celebração dos 100 anos do teatro, altura em que se antecipará o programa das festas de 2020.

Disto isto, é importante sublinhar que grande parte da programação de 2019 foi desenhada ainda por Nuno Carinhas, que deixa a direcção artística do TNSJ após dez anos de trabalho intenso. E, por isso, faz todo o sentido, também em jeito de agradecimento, arrancar o ano com a reposição de Otelo, o mais recente mergulho de Nuno Carinhas na obra de William Shakespeare, acompanhado por um excelente elenco de actores e actrizes (TNSJ, de 5 a 20).

Entretanto, no Mosteiro de São Bento da Vitória, de 17 a 20, veremos a exposição de fotografia e a performance cénica Mnémosyne, do coreógrafo e artista plástico húngaro Josef Nadj, em mais uma tentativa de desmultiplicação de modelos e olhares (a exposição fica até dia 25).

Janeiro continua com À Espera de Beckett ou Quaquaquaqua, em que o encenador e dramaturgo Jorge Louraço cruza momentos da História de Portugal com acontecimentos ligados, de forma mais directa ou indirecta, a Samuel Beckett – e é por ele que esperam os actores desta peça enquanto estão a bulir na sala de ensaios (Teatro Carlos Alberto, 9 a 13). Entre os dias 22 e 26, sobe ao Carlos Alberto Das Línguas, performance do Teatro do Frio criada a partir de poemas de Regina Guimarães.

Na recta final do mês, e até 10 de Fevereiro, Maria João Luís e Ricardo Neves-Neves apresentam Alice No País das Maravilhas, em que Alice é representada por “um coro heterogéneo que, através da palavra falada e cantada, assume diferentes formas, ritmos e estados de espírito”. Este ano – outra novidade –, o TNSJ avançou com a programação até Julho. Nos próximos meses há muito para ver: Aldara Bizarro, Igor Gandra, Marlene Monteiro Freitas, Lia Rodrigues e Circolando são alguns dos criadores em destaque. O TNSJ recebe ainda espectáculos da bienal BoCA, do Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI) e do Festival DDD – Dias da Dança.

Estes festivais vão passar também pelo Teatro Municipal do Porto (TMP), que é, aliás, a entidade organizadora do Festival Dias da Dança, agendado este ano para 24 de Abril a 12 de Maio. Pela primeira vez, uma parte da programação vai ser partilhada com o FITEI. Mas para isso ainda falta, portanto foquemo-nos em Janeiro, que é o mês do 87º aniversário do Rivoli.

No fim-de-semana de 19 e 20, 25 artistas do Porto ocupam o Rivoli com dança, teatro, performance, música e cinema. Tudo de entrada gratuita. Entre eles estão Jonathan Uliel Saldanha, Valter Fernandes, Tânia Dinis, Sopa de Pedra e o colectivo germano-suíço Rimini Protokoll, que convoca 100 habitantes da cidade para o palco do Grande Auditório, numa espécie de mapa cartográfico do Porto.

Ainda este mês, nos dias 11 e 12, no Teatro Campo Alegre, atenções redobradas para a estreia da nova criação de Marco da Silva Ferreira. Em Bisonte, o coreógrafo aborda uma certa hipermasculinização presente nas danças urbanas, em paralelo com um universo queer e feminista, questionando noções de masculinidade e feminilidade. No Rivoli, a 25 e 26, mostra-se Anarquismos, um espectáculo do criador espanhol Pablo Fidalgo Lareo sobre tentativas de se viver em comunidade, com um pé dentro e outro fora do mundo.

Em Fevereiro, dia 1, há o regresso da coreógrafa ruandesa Dorothée Munyaneza com Unwanted, uma peça sobre mulheres e crianças violadas em zonas de guerra. E nos dias 16 e 17, o reenactment, pelo Ballet de L’Opéra de Lyon, de duas coreografias históricas da dança pós-moderna: Dance, de Lucinda Childs, e Set and Reset ⁄ Reset, de Trisha Brown, duas figuras-chave da Judson Dance Theatre. Entre Março e Julho, marcam presença no TMP criadores como Milo Rau, o importante coreógrafo William Forsythe e Cristiana Morganti, entre muitos outros.

No Palácio do Bolhão, o mês arranca a 11 e 12 com O Teatro da Amante Inglesa, uma encenação de Jorge Silva Melo/ Artistas Unidos para a peça de Marguerite Duras. Para Fevereiro, ponha já na agenda o VAGA – Mostra de Artes e Ideias, um festival com curadoria de António Júlio em que se irá apresentar criações de antigos alunos da ACE Escola de Artes. A programação de Serralves ainda não saiu, mas esteja atento, pois deverá estar cá fora por estes dias.

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