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Teatro Nacional São João reabre em Outubro com Shakespeare

A nova temporada do Teatro Nacional São João tem nove estreias, incluindo duas produções próprias, quatro espectáculos internacionais e 14 co-produções.

Jornalista de Música, Time Out Porto
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Sob o mote “O Centenário acaba aqui”, a temporada 2021/2022 do Teatro Nacional São João (TNSJ) propõe-se a recuperar parte do programa que a pandemia adiou, através de um conjunto de iniciativas que encontram agora o seu tempo. Entre Setembro e Março há nove estreias, incluindo duas produções próprias, quatro espectáculos internacionais, um deles em estreia nacional, e 14 co-produções.

A reabertura de portas do edifício-sede do TNSJ, após obras de reabilitação, acontece a 22 de Outubro, com um programa de três dias que inclui um colóquio, uma exposição museográfica, o lançamento de três volumes da colecção Cadernos do Centenário e a estreia de uma nova produção: Lear, uma das obras mais aclamadas de Shakespeare, com encenação de Nuno Cardoso.

'Lear' de Nuno Cardoso
© João Tuna'Lear' de Nuno Cardoso

A segunda produção própria a estrear-se na nova temporada do São João inspira-se na última comédia da obra de Gil Vicente: Floresta de Enganos. Esta visita ao universo vicentino, encenada por João Pedro Vaz, tem estreia marcada para o dia 16 de Março e permanecerá em cena até 3 de Abril.

Entre 9 e 19 de Dezembro, regressa o espectáculo À Espera de Godot, produção própria estreada em Março, em formato live streaming, agora com apresentação presencial ao público. O espectáculo, encenado por Gábor Tompa, parte do texto de Samuel Beckett para narrar a história de dois palhaços-vadios que passam o tempo a esperar por alguém que nunca chega: Godot. De 7 a 22 de Janeiro, Nuno Cardoso volta a O Balcão, de Jean Genet, com um elenco que integra a companhia “quase residente” do São João.

Em Setembro, a sexta edição do MEXE passa pelo Teatro Carlos Alberto e Tartufo fará a sua estreia no Mosteiro de São Bento da Vitória, uma co-produção do Teatro da Garagem, com dramaturgia e encenação de Carlos J. Pessoa. Segue-se o Festival Internacional de Marionetas do Porto (FIMP) no TNSJ, com três espectáculos, dos quais se destaca a estreia de O Julgamento de Ubu, no dia 7 de Outubro.

Em Novembro, o TeCA recebe a estreia do espectáculo O Pecado de João Agonia, de João Cardoso. No último mês do ano, é a vez de Porque é Infinito, com direcção artística de Victor Hugo Pontes e texto de Joana Craveiro, e O Começo Perdido: Mixtape #1, com texto e encenação de Pedro Martins Beja, tendo como base a dramaturgia de Florian Hirsch, uma coprodução TNSJ/Théâtre National du Luxembourg.

Com encenação de Pedro Penim, o novo director artístico do Teatro Nacional D. Maria II, Pais & Filhos vai estar em cena no TNSJ de 17 a 20 de Fevereiro. Entre 2 e 6 de Março, será a vez de Sara Barros Leitão regressar ao Porto, para apresentar-se em palco, a uma só voz, em Monólogo de uma mulher chamada Maria com a sua patroa. Trata-se do primeiro espectáculo concebido com a estrutura artística Cassandra, que a actriz e encenadora fundou em 2020.

A programação do Teatro Nacional São João completa-se com música, literatura, oficinas, digressões e clubes de teatro para todas as idades. Consulte o programa completo da nova temporada no site oficial.

+ Teatro Nacional São João reabre após obras de requalificação

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