Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Porto icon-chevron-right As melhores exposições para ver na Bienal de Gaia

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Pavilhão da Bienal
DR As obras seleccionadas serão expostas na Bienal Arte Gaia 2021

As melhores exposições para ver na Bienal de Gaia

Este ano a Bienal traz 15 exposições a Vila Nova de Gaia, espalha-se pelo país e por Vigo também. Uma homenagem ao escultor Zulmiro de Carvalho e uma mostra pensada por mulheres da política são algumas sugestões para o evento que arranca dia 24.

Por Maria Monteiro
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A relação de Vila Nova de Gaia com a arte não é de agora. Foi do outro lado do Douro que surgiram grandes nomes da arte portuguesa, como os escultores Teixeira Lopes e Soares dos Reis. Foi em Gaia, também, que nasceu há mais de 30 anos a Artistas de Gaia, “a maior organização do país só de artistas, com mais de 600 sócios”, afirma Agostinho Santos, presidente da direcção e director artístico desta bienal.

Fazer uma bienal de arte em Gaia era um sonho antigo, tanto quanto a pretensão de elevá-la a “cidade das artes” para, simultaneamente, celebrar a riqueza do passado e mostrar a fervilhante produção artística do presente. Em 2015, uma parceria entre os Artistas de Gaia e a Câmara Municipal de Gaia permitiu encontrar um lugar para fazer chegar a arte do concelho e da região a um público mais alargado. À terceira edição, o evento quer afirmar-se como um marco do calendário cultural com um programa vasto e interdisciplinar. Além das 15 exposições patentes em Vila Nova de Gaia, haverá outras sete em pólos expositivos situados em Alfândega da Fé, Braga, Estremoz, Gondomar, Monção, Seia e Viana do Castelo. “Estamos aqui sediados, mas achamos que a arte não pode ter muros”, nota Agostinho Santos. Pela primeira vez, a Bienal Internacional de Arte de Gaia sai do país com uma extensão a Vigo.

A partir de quarta 24, e até 20 de Julho, todos os caminhos vão dar à Quinta da Fiação, antiga fábrica têxtil que está a ser recuperada em Lever. O edifício, situado a 15 minutos do centro de Gaia, foi escolhido como núcleo central do evento numa “atitude intencional de descentralização". À excepção das mostras Artistas Convidados e Missio/Missão, que ocuparão a Casa Museu Teixeira Lopes e o Mosteiro de São Salvador de Grijó, respectivamente, o programa estará ali concentrado.

Esta edição da bienal – normalmente agendada para o Verão –, inaugura mais cedo este ano, não só para celebrar os 45 anos do 25 de Abril, mas também para promover um maior contacto com a comunidade escolar e apostar nas visitas guiadas. Apesar do crescimento que se tem verificado a nível de iniciativas e público – em 2017 recebeu mais de 60 mil visitas, quase o dobro das 35 mil da primeira edição –, a Bienal de Gaia continua fiel a si própria. Define-se como uma “bienal de causas” que vê a arte como uma “arma de intervenção social e que quer contribuir para a reflexão colectiva”. “Desafiámos os nossos artistas a criar tendo em conta o que se passa à nossa volta”, conta Agostinho Santos. A guerra, a crise dos refugiados, a pobreza, o abuso do poder e o papel da mulher na sociedade são algumas das questões abordadas. A intenção de “agitar consciências” traduz-se, por exemplo, na realização de duas exposições que juntam artistas e mulheres da política portuguesa. Mulheres e Cidadania conta com curadoria de Mirene e de Manuela Aguiar, ex-secretária de Estado da Emigração, enquanto Paz e Refugiados tem curadoria de Luísa Prior e de Ilda Figueiredo, vereadora do CDU na Câmara Municipal do Porto.

Abril é sinónimo de liberdade, pretexto ideal para abordar este direito imprescindível ao exercício da arte. Para a exposição Livre Mente, o jornalista e escritor Sérgio Almeida convidou vários escritores portugueses a expressarem-se através de disciplinas como o desenho, a pintura, a escultura, a fotografia ou a instalação. “Queremos pôr a arte a dialogar com outras expressões artísticas e começamos pela literatura”, revela Agostinho Santos. Ainda na linha das exposições temáticas, Territórios do Vinho tem curadoria de Manuel Novaes Cabral, ex-director do Instituto do Vinho do Porto, e reúne obras de nomes como Albuquerque Mendes, Álvaro Siza ou Júlio Resende. A habitual exposição antológica homenageia este ano o escultor gondomarense Zulmiro de Carvalho, incontornável nome da arte contemporânea portuguesa “representado em museus como a Gulbenkian e Serralves e com obra em todo o mundo”, nota o director da bienal. Este reconhecimento estende-se ao prémio Zulmiro de Carvalho/Câmara Municipal de Gondomar, no valor de 5000 euros, que vai distinguir uma obra de escultura.

Desempacotar a Cultura é a única exposição individual e é assinada pela pintora Maria do Carmo Vieira. A artista foi desafiada a retratar ilustres figuras da cultura portuguesa em pacotes de leite vazios. José Saramago e Sophia de Mello Breyner são alguns dos rostos evocados neste trabalho. Ao longo de três meses, aquela que é uma das maiores manifestações de arte do norte do país vai pôr Gaia e arredores a mexer. Pode fugir mas não se pode esconder – se não for ao encontro da arte, ela irá certamente encontrá-lo.

P&R

Sérgio Almeida
DR

Sérgio Almeida

O curador convidou 50 escritores portugueses a pôr as mãos na massa e a criar uma obra a partir do tema “liberdade de expressão”.

Como escolheu os convidados?
Procurei sobretudo a diversidade, daí haver um grande leque de autores como Valter Hugo Mãe, Álvaro Domingues, Gonçalo M. Tavares, Afonso Reis Cabral... Esta exposição é toda ela um exercício de liberdade, porque há vários formatos, estilos e técnicas.

E como foram os resultados?
O desenho e a fotografia são dominantes, mas também há colagens, vídeo-instalações, esculturas. O Rui Reininho é um nome improvável – é um escritor de canções –, mas enviou uma fotografia de 1981 que esteve para ser capa do primeiro álbum dos GNR. O Nuno Camarneiro, por exemplo, vai fazer uma performance que dará origem a uma instalação-vídeo. Durante uma tarde vai estar lá a escrever e a atirar as folhas para o chão. Isto será filmado e depois projectado.

O que vai atrair os visitantes?
Há sempre aquela curiosidade em saber como seria se aquele escritor que gostamos de ler tivesse optado por uma carreira nas artes plásticas. E, além de mostrar a relação dos escritores com a imagem, é também um mini-universo de cada um.

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