Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Porto icon-chevron-right No ateliê de... Joana Estrela

Atenção, continuamos a tentar dar-lhe a informação mais actualizada. Mas os tempos são instáveis, por isso confirme sempre antes de sair de casa.

Joana Estrela
© João Saramago Joana Estrela criou um painel de desenho colaborativo

No ateliê de... Joana Estrela

O ateliê da ilustradora fica na sua casa no Bonfim, espaço que partilha com um outro artista: o gato Muji. As histórias, essas, vivem na sua cabeça. Todos os dias.

Por Margarida Ribeiro
Publicidade

Contar histórias e ilustrá-las não foi uma decisão, Joana Estrela soube desde muito cedo que este seria um lado muito importante da sua vida. “Sempre gostei muito de desenhar e de escrever. E sabia que ia fazer isto, mesmo se tivesse outro emprego,” conta. Estudou Design de Comunicação na Faculdade de Belas Artes, curso que escolheu por ser abrangente e lhe permitir explorar diferentes áreas. Enquanto não arranjava emprego, começou, quase sem querer, a criar um portefólio de ilustração e a reunir alguns clientes. Pouco depois, dedicou-se a escrever e a fazer banda desenhada. Propaganda, o seu primeiro livro, é deste género.

Recomendado: No ateliê de... Isabel Castro Freitas

No ateliê de... Joana Estrela

Joana Estrela
Joana Estrela
© João Saramago

No ateliê de... Joana Estrela

Só mais tarde é que apareceram os livros infantis que até aos dias de hoje continuam a representar grande parte do trabalho de Joana.

Quando está a preparar-se para escrever ou ilustrar uma nova publicação, a autora vai buscar inspiração às suas memórias e experiências. “Quase todos os meus trabalhos têm algo de autobiográfico, ainda que, depois, o resultado seja ficcional.” É o caso de Aqui é um Bom Lugar, um dos mais recentes projectos, que foi pensado de forma a recriar o diário de um adolescente. Para isso, foi buscar referências aos cadernos gráficos que tinha quando era mais nova. A artista também já recebeu vários prémios. Com o seu primeiro livro, Mana, publicado pela editora Planeta Tangerina, ganhou o prémio Serpa para Álbum Ilustrado. Apesar de serem livros infantis, Joana gosta de escrever histórias que tenham camadas, isto é, em que o leitor,  em fases diferentes da sua vida, possa encontrar diferentes detalhes.

Neste momento, a artista está numa licença “sabática” que diz ser “auto-forçada”, já que no Inverno passado trabalhou em três livros diferentes. Mas nada tema, porque a artista está a aproveitar este tempo para trabalhar nos seus próprios projectos e ideias. Fique atento.

joanaestrela.com

No ateliê de... Joana Estrela

Joana Estrela
© João Saramago

Gato

“Chama-se Muji, tem seis anos, mas não é sempre meu. É da minha irmã também, porque nós vivíamos juntas quando o adoptámos. Entretanto ela arranjou um outro gato e eles não se deram bem, por isso, voltou para minha casa.”

Joana Estrela
© João Saramago

Caderno

Ao longo dos anos, Joana foi guardando os seus diários gráficos. O da fotografia faz parte de uma colecção muito especial. “Quando fiz Erasmus, na Hungria, achei que tinha de levar comigo uns cadernos mais especiais, então, mandei fazer estes”, explica.

Publicidade
Joana Estrela
© João Saramago

Fotonovelas

“Vou-lhes dando uso quando quero fazer colagens. Na realidade nem faço assim tantas para justificar a quantidade de fotonovelas que já tenho guardadas. Comprei estas na Livraria Tintimportintim, na Rua da Conceição.”

Joana Estrela
© João Saramago

Desenhos

É uma das organizadoras dos encontros Drink & Draw, onde um grupo de pessoas se junta para beber e desenhar. “Tanto eu como o Nicolau, que organiza comigo, temos uma caixa com os desenhos que fomos recolhendo. Ainda não sabemos bem o que fazer com eles.”

Publicidade
Joana Estrela
© João Saramago

Mapa

“Fiz este mapa com os melhores sítios para chorar no Porto há uns anos. Nessa altura estava a viver numa casa de estudantes horrível e tinha sido despedida do emprego. Então sentia que não podia chorar em casa porque me iam ouvir.”

À venda por 7€ na Ó! Galeria, Senhora Presidenta e em joanaestrela.com.

Mais ateliês para conhecer

Irena Übler
© João Saramago

No ateliê de... Irena Übler

Compras

Basta ouvir o sotaque de Irena para perceber que a designer não é de cá. É da Alemanha, diz-nos. Aliás, é “meia austríaca e meia alemã”. Nasceu em Munique, mas estudou design industrial na Faculdade FH Joanneum, em Graz, na Áustria. Ainda considerou a arquitectura, mas a família demoveu-a. “Estudei, então, design industrial que, se pensarmos bem, é a arquitectura de objectos pequenos.” E como é que o Porto entra nesta história? Irena veio para cá quando decidiu fazer Erasmus na ESAD — Escola Superior de Artes e Design, em Matosinhos. Entretanto recebeu uma proposta de trabalho para participar na Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012 e, desde então, nunca mais deixou Portugal.

Oupas! Design
© Marco Duarte

No ateliê de... Oupas! Design

Compras

Nove anos depois, o Oupas! Design está bem de saúde e recomenda-se. Este estúdio de design foi criado por três amigas, Joana Croft, Cidália Abreu e Sofia Farinha Gomes, quando saíram da universidade. "Tínhamos vontade de trabalhar juntas, mas não havia dinheiro para investir. Então, falámos com os nossos professores e eles deram-nos a oportunidade de fazer um ano de incubação na faculdade", conta Sofia. Aproveitaram esse ano experimental, não só para começar a construir uma carteira de clientes, mas também para descobrir qual seria a linguagem gráfica do estúdio. O trio foi, desde sempre, adepto de trabalhos manuais e, por isso, queriam ir além da unidimensionalidade dos trabalhos de design gráfico normais. 

Publicidade
Ana Pina
© João Saramago

No ateliê de... Tincal Lab

Compras Joalharia

Há sete anos que Ana Pina se dedica à joalharia. A arquitecta começou por trabalhar em casa, foi investindo em ferramentas e maquinaria, até que um dia sentiu a necessidade de começar a partilhar o seu espaço com outras pessoas. Foi então que se mudou para um segundo andar na Rua de Cedofeita, em 2015, onde nasceu o Tincal Lab, um misto de local de trabalho e de exposição. Para que a situação se tornasse mais sustentável, criou um cowork com quatro mesas de trabalho. Uma para ela e as restantes para quem as quisesse ocupar pontual ou mensalmente. 

Recomendado

    Também poderá gostar

      Publicidade