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Entrámos no Torel Avantgarde, o novo cinco estrelas do Porto

Pouco menos de um ano foi o tempo necessário para abrir as portas do novo Torel Avantgarde, um boutique hotel de cinco estrelas na Restauração

© DR

Até aqui a Rua da Restauração passava um bocado despercebida. “É aquela rua que desce para a Marginal”. Quem nunca ouviu falar da Restauração assim que levante o braço. Ora, desde o dia 9 de Setembro, é impossível não reparar na porta 336. Imponente e da autoria de Paulo Neves, marca a entrada para o novo cinco estrelas da cidade, o Torel Avantgarde. E a zona estava a precisar. Prova disso é ter enchido todas as camas em apenas quatro dias.

Entrámos no Torel Avantgarde, o novo cinco estrelas do Porto

Não são precisos mais de cinco minutos dentro do Torel Avantgarde para perceber o porquê do nome. O tradicional balcão de hotel foi trocado por uma mesa, também do artista Paulo Neves, e os uniformes ficaram fora da equação. As obras de arte espalhadas pelo espaço – maior do que parece – saltam à vista. O que também não passa despercebida é a grande bandeira portuguesa na zona de sofás na entrada do hotel. Se à partida é a única demonstração de orgulho nacional que encontra, vai gostar de saber que tudo no Torel Avantgarde é português. Não quase tudo. Tudo mesmo. A madeira do chão (que foi colocada régua a régua), a pele das portas, os sofás, os candeeiros e até os cinco artistas que têm as suas obras expostas.

Encaminhamo-nos para os quartos. Dos corredores compridos fica a ideia de que facilmente se podem tornar frios. As ripas de madeira e as luzes junto ao chão deixam, contudo, uma sensação quente e de conforto que só uma boa decoração consegue atingir. O castanho claro da madeira só é interrompido pelo vermelho das portas dos 47 quartos. A identificar têm o número, o nome do artista que lhe deu o mote e uma grande maçaneta, dourada e bem no centro.

Dos 47 quartos, 20 são suites. Todos diferentes e inspirados em artistas das mais diversas áreas, de Simone de Beauvoir a Coco Chanel. Além da decoração, pensada ao pormenor para cada personalidade, há ainda toda a mobília, feita à medida para cada espaço. Se tiver sorte ficará num dos 21 com vista rio. E que vista.

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Seguimos para o bar e para o restaurante, o Digby. No trajecto entramos numa sala onde passávamos sem problemas um dia inteiro a ler um bom livro. Chamemos-lhe Sala das Flores porque, na verdade, é o resumo de uma divisão que podia facilmente ter sido negligenciada e empurrada para a categoria de zona de passagem. Com uma parede envidraçada – cheia de luz natural, portanto – e rodeada de flores, das 'estalactites' de flores no tecto às paredes de rosas, há vários sofás que fazem desta uma das salas preferidas dos hóspedes. E não faltam andorinhas da Vida Portuguesa na parede, para completar o ambiente primaveril.

Finalmente o bar, uma antecâmara do restaurante. Além dos sofás individuais amarelo mostarda, é impossível não reparar na varanda forrada a garrafas de vinho verde, ou não estivéssemos a dois passos da Casa do Vinho Verde, com quem o hotel tem parcerias. As garrafas (que enchem as paredes e o tecto) iluminam-se à noite. Dá para imaginar o ambiente, certo?

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Beba um copo para abrir o apetite e passe para o Digby. E não, não precisa de estar hospedado no Torel Avantgarde para se sentar à mesa do primeiro restaurante no Porto com serviço da Casa da Comida, um catering com mais de 40 anos de experiência. Se faz parte das pessoas que tem medo de entrar num hotel à procura do restaurante, há uma entrada directa desde a rua. Num bom dia de sol, as mesas interiores (dos dois andares disponíveis) são facilmente trocadas por um lugar na varanda, onde pode intercalar os pedidos com desejos de mergulhos na piscina ou de uns minutos de relaxamento no jacuzzi (ambos disponíveis apenas para hóspedes).

Por falar em relaxar... desça ao Spa Balsamea. Além das duas salas de tratamentos, do banho turco e do pequeno ginásio, há ainda paredes com musgo. É verdade? Confere. Não resistimos à tentação e confirmámos com as nossas próprias mãos.

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Há sete anos em Portugal, o espanhol Francisco Lorite é o director do Torel Avantgarde. Não podia estar mais orgulhoso do seu novo bebé, “um produto único na cidade”, um hotel vanguardista, onde a arte e a decoração têm tanto peso quanto a qualidade do colchão ou a concepção das escadas. Sim, no número 336 da Rua da Restauração as escadas podiam ser consideradas uma galeria de arte por si só.

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