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Casa da Filigrana
© Valéria MartinsO Coração de Viana é uma das peças mais conhecidas deste género de joalharia

A Casa da Filigrana é o novo espaço cultural da cidade

Por Carla Alves
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Há um novo espaço cultural para conhecer na Baixa. A House of Filigree, ou seja, a Casa da Filigrana já está aberta ao público e tem como principal objectivo preservar a filigrana artesanal. O edifício do século XIX, localizado na Rua do Almada, tem cerca de 400 m2 e três valências: é um museu, um atelier e uma boutique. Pedro Rosas e Luísa Rosas, filhos de David Rosas, fundador da empresa, são os impulsionadores do projecto e querem que “este seja um espaço cultural de referência na cidade”.

A visita pelo museu começa com uma pequena apresentação onde poderá ver a produção de filigrana em Gondomar, com imagens de antigamente. O painel de entrada da exposição, Filigranas Portuguesas: Da perícia da técnica à elegância do uso, da curadoria de Paulo Valente, faz uma introdução à técnica da filigrana, onde poderá apreciar vários utensílios e ferramentas do processo de produção. “Nós, aqui, estamos a contar a história de quase 150 anos através de peças de adorno, de uma arte que está muito enraizada em Portugal”, refere Luísa Rosas. 

Vai encontrar também um espaço reservado a artesãos, onde os visitantes terão a oportunidade de ver a realização do processo de enchimento da peça ao vivo. 

Espaço dedicado a artesãos
©Valéria Martins

Numa outra sala estão expostas as peças de ourivesaria, começando com antiguidades que remetem para o início da filigrana em Portugal, até uma filigrana mais actual. Brincos, colares, caixas de pó de arroz e até peças de decoração são alguns dos artigos neste espaço. O típico coração de Viana do Castelo e a Cruz de Malta não podiam faltar.

O último espaço para visita é uma galeria onde se vêem várias fotografias de aparato, que revelam como se usavam as peças de filigrana pelas senhoras do século XIX. À saída, há ainda uma gift shop onde pode comprar, obviamente, filigrana. “Pretende-se que o museu seja para um público muito alargado, por isso, seria coerente termos preços alargados e não ter apenas peças para um nicho de pessoas” aponta.

As crianças até aos 12 anos não pagam, dos 12 aos 17 pagam 5€ e a partir dos 18, 10€, sendo que o valor da entrada pode ser descontado na compra de uma peça de filigrana. 

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