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Biblioteca Pública Municipal do Porto vai ser aumentada e reabilitada

O projecto de requalificação e ampliação, assinado por Souto de Moura, vai triplicar a capacidade de depósito da biblioteca. O orçamento ronda os 17 milhões de euros.

Jornalista de Música, Time Out Porto
Biblioteca Pública Municipal do Porto
Fotografia de Cláudia PaivaBiblioteca Pública Municipal do Porto
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O projecto de requalificação e ampliação da Biblioteca Pública Municipal do Porto (BPMP), da autoria do arquitecto Eduardo Souto Moura, já foi desbloqueado e vai permitir triplicar a capacidade de depósito. O avanço do projecto foi atrasado devido à pandemia e esteve condicionado, durante cerca de nove meses, à decisão do Tribunal de Contas, que considerava existirem direitos de autor passados e defendia o lançamento de um concurso público, em vez de um ajuste directo.

O programa-base do projecto foi apresentado na reunião do executivo desta segunda-feira por Souto de Moura. Em 1994, o vencedor do Prémio Pritzker foi o responsável pela obra da biblioteca infantil e do auditório da BPMP, tendo sido convidado pela autarquia para projectar a empreitada de requalificação e ampliação da biblioteca, projecto que foi retomado em 2017 pelo actual executivo municipal. Nesta fase, o orçamento para a empreitada ronda os 17 milhões de euros, que poderá vir a ser reajustado devido ao aumento dos preços dos materiais de construção. O tempo de execução da obra será de cerca de três anos.

O projecto procura resolver "o défice crónico de espaço de armazenamento de livros e de outro tipo de espólio da Biblioteca Municipal", lê-se no portal do município. Para isso, será construída “uma torre”, que aproveitará o espaço em altura, sem descurar a ampliação projectada para as traseiras do edifício principal, voltado para o Jardim de São Lázaro. As soluções que o arquitecto apresentou prevêem a demolição e construção de algum edificado que, no passado, foi acrescentado nas traseiras da biblioteca, e que escondeu a fachada original.

Há ainda a possibilidade de o novo edifício previsto para esta área poder crescer mais dois pisos. A manutenção dos claustros, sistema que permite a entrada de “luz e ventilação”, é outro dos aspectos que o arquitecto pretende potenciar. No projecto cabe ainda “uma galeria técnica à volta de toda a biblioteca”; uma área para entrada de camiões e monta-cargas, com um posto de desinfecção dos livros; um espaço para o Gabinete de Som do Museu da Cidade e uma cafetaria.

Fechado o esboço inicial do projecto, sobre o qual a Câmara ainda poderá se pronunciar – relativamente aos custos previstos ou sobre outros aspectos –, o gabinete de Souto de Moura já prepara o estudo prévio, que irá ainda preceder o anteprojecto e o projecto de execução. 

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