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Cachaçaria Macaúva
© João Saramago A Cachaçaria Macaúva acolhe várias iniciativas culturais

Cachaçaria Macaúva: neste bar pode provar mais de 40 tipos de cachaça

Por Margarida Ribeiro
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Nasceu no Brasil e é lá que fica a casa-mãe. Em Outubro, a Cachaçaria Macaúva inaugurou o seu primeiro espaço em Portugal, na Rua Miguel Bombarda, pela mão de Marcelo Moschetti, um apaixonado por cachaça que decidiu deixar o Brasil e a sua profissão como professor de Filosofia para “divulgar a cachaça pelo mundo”. Numa altura em que a cultura brasileira cresce a olhos vistos no Porto, muito por causa da chegada em força de imigrantes daquele país, o timing para este novo projecto não poderia ser mais acertado.

Aqui vai encontrar mais de 40 tipos de cachaça, que podem ser provadas em doses de 50cl, a partir dos 2€. Também há a possibilidade de comprar à garrafa. Há marcas como a Mandaguahy, Capucana, Santo Grau Paraty, Leblon ou Sagatiba. Quem quiser aprender mais sobre esta bebida brasileira e a sua história, pode e deve fazer uma degustação (8€). Com a orientação de Marcelo são experimentados três tipos de cachaça: duas delas foram envelhecidas em madeiras diferentes e a terceira não passou pelo processo de envelhecimento.

Há ainda cocktails, como o Pega Leve (8€), um original de Marcelo que foi criado a pensar em quem não quer beber cachaça pura. É feito com cachaça, limão, banana, açúcar e gelo, e na etapa final todos esses ingredientes são batidos. “Fica com aspecto de milkshake e as pessoas nem percebem que estão com uma bebida com 40 e poucos graus”, aponta Marcelo. Experimente, sem medos.

Cocktail Pega Leve
© João Saramago

Além disto não podiam faltar as caipirinhas, preparadas como manda a tradição: açúcar branco, lima, cachaça e gelo (6€). Na versão Caipirinha Dois Continentes (6,50€) substitui-se a lima pelo limão português. E como beber com o estômago vazio nunca corre bem, a Macaúva tem um menu de petiscos, incluindo alguns tipicamente brasileiros, como coxinha (2,50€) e mandioca frita (3,50€).

Marcelo Moschetti quer fazer deste bar um espaço de actividades e trocas culturais, daí ter escolhido uma das artérias artísticas da cidade como morada. “O que mais me encanta no Porto é a cultura”, assinala. Ao fundo do bar fica a mesa da confraria da cachaça que, em breve, vai começar a receber saraus literários e cafés filosóficos. Está também nos planos afastar as mesas e as cadeiras para fazer uma noite de forró uma vez por semana.

Ainda sobra espaço para albergar uma pequena galeria que irá acompanhando as inaugurações simultâneas: ou seja, vai apresentar seis exposições por ano. No início deste mês está em destaque o trabalho do ilustrador Rafa Campos Rocha, sendo que a próxima exposição arranca no dia 18. A tudo isto junta-se uma pequena biblioteca com livros e revistas sobre cachaça e cultura brasileira.

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