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Cinco coisas que tem de saber sobre a reconstrução do Matadouro de Campanhã

Por Bárbara Baltarejo
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São 29 mil metros quadrados que vão ganhar nova vida em Campanhã ainda este ano. Depois de muitos anos de portas fechadas, o projecto de requalificação do edifício está agora pronto a avançar. Nesta lista tem cinco coisas que tem de saber sobre a reconstrução do Matadouro.

1. Vai ter uma ponte pedonal e um jardim suspenso por cima da VCI

Vai ser possível caminhar sobre a VCI. O projecto prevê a construcção de uma ponte pedonal coberta que ligará o complexo do Matadouro à estação de Metro do Estádio do Dragão. Mas a ponte não será apenas um isso, mas também jardim suspenso. O objectivo? "Dar vida quotidiana ao espaço, introduzindo-lhe vivência de cidade, (...) capaz de servir como grande impulsionador da zona oriental", garante a Câmara Municipal do Porto. 

Uma ponte pedonal e um jardim suspenso são duas das novidades
© DR

2. Vai acolher espaços culturais, sociais e económicos

A Câmara Municipal do Porto vai ficar com a gestão de programação de alguns dos pavilhões e, para já, dá conta da existência de áreas para a instalação de empresas mas rejeita a "repetição do conceito de condomínio empresarial fechado como existe noutros locais". Os espaços culturais e sociais são também integrados: no futuro Matadouro vai ter lugar o Museu da Indústria e outros projectos como reservas de arte, auditórios, espaços de exposições e equipamentos sociais. Para a Câmara, este será "um espaço aberto e de passagem (...). Será parte da cidade".

A economia e a cultura vão fazer parte do espaço
© DR

3. Vai ser projectado pelo arquitecto japonês Kengo Kuma

A futuro Matadouro vai tornar-se uma referência arquitectónica, ao ser projectado por Kengo Kuma, em parceria com os arquitectos portugueses OODA. Nascido em Yokohama, Kengo Kuma é o autor do novo Estádio Nacional de Tóquio, que, em 2020, vai receber a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos. No seu portfólio constam ainda o Suntory Museum of Art, em Tóquio, a Bamboo Wall House, na China, a sede do grupo Louis Vuitton, no Japão, o Besançon Art Center, em França e um dos maiores spas das Caraíbas, o Mandarin Oriental Dellis Cay.

4. Foi atribuído à Mota Engil

A Mota Engil foi a empresa vencedora do concurso lançado pela Câmara Municipal do Porto para a reestruturação do Matadouro, uma vez que "se propõe cumprir todos os requisitos do anteprojeto apresentado pelo Município do Porto”, lê-se no jornal municipal. O investimento é totalmente privado e conta com 40 milhões de euros da construtora, que vai ficar com a exploração do espaço por um período de 30 anos. Quanto ao início das obras, ainda não há data oficial mas, segundo a informação divulgada pelo município, será ainda este ano. "Dentro de meses, começa a ser construído um Porto novo".

5. Representa uma mudança de paradigma quanto à zona oriental da cidade

Este projecto "pode servir como grande impulsionador económico, social, cultural e demográfico das freguesias mais orientais do Porto", lê-se no jornal municipal. Campanhã é a freguesia mais oriental da cidade e esta zona vai ser melhorada com algumas infra-estruturas recentemente anunciadas. É o caso da nova ponte que vai ligar o Porto a Gaia ou do Terminal Intermodal de Campanhã que, segundo a autarquia, "brevemente estará em construção".

+ Uma nova ponte vai ligar o Porto a Gaia

Conheça Campanhã, a freguesia mais a oriente no Porto

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