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Estas Chamadas de Embalar são a cura para a saudade

Escrito por
Tiago Neto
Marinho
DRMarinho
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De 6 a 16 de Abril, o projecto encabeçado por Carolina Caldeira, Rúben Pardal e Francisco Lacerda traz-nos serenatas ao telefone para ficarmos mais perto de quem nos falta. São Chamadas de Embalar, cantadas por músicos, e arrancam esta segunda-feira.

Marinho (na foto), Beatriz Pessoa, Ditch Days e Lour são, para já, os nomes que nos chegam do lado de lá do telefone. Mas o plano passa por alargar o cardápio musical desta iniciativa, criada a três mãos, que nos quer aproximar por meio da força que a música tem dentro. Chamam-se Chamadas de Embalar e, a partir de hoje, vai ser possível encomendá-las para aqueles que queremos ter mais perto.

"Foi inspirado na iniciativa da Casa Fernando Pessoa, na qual eu me inscrevi, em que recebes poemas por telefone. Todas as tardes ligam-te para dizer poemas", esclarece à Time Out Carolina Caldeira, responsável pelo projecto Bathstage, que aqui, juntamente com Rúben Pardal e Francisco Lacerda, quis contornar a actual tendência dos lives de Instagram a que muitos músicos aderiram. 

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"Nesta linha, afastados das práticas actuais dos músicos, que são os lives, eu e o Rúben falámos e percebemos que podemos chegar a pessoas através da música, se conseguíssemos concentrar tudo". As marcações devem ser feitas nos dias úteis, entre as 12.00 e as 16.00, através do telefone 913 841 430. "Encomendam a serenata para o próprio dia e podem deixar uma mensagem, basta dizer na altura da marcação."

O artista e a música a dedicar serão depois escolhidos consoante a disponibilidade. "Eu faço a triagem, para perceber se é de cariz romântico ou não, e assim fica mais fácil adjudicar", diz Carolina Caldeira. As serenatas são entregues ao final do dia, entre as 20.00 e as 22.00, com espaço até 24 pedidos, que podem vir a aumentar caso o projecto encaixe mais músicos. "Depois fazemos um follow up e mandamos um link da campanha de gofunding. Desta forma estamos a aproximar malta que está longe e ajudar os profissionais de saúde já que as doações revertem para os hospitais de Santa Maria, em Lisboa, e de São João, no Porto, que estão na frente do combate à Covid-19".

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