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'Imóvel' marca o início da nova temporada do Teatro Nacional São João

Por Patrícia Santos
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Um prédio na Rua Mártires da Liberdade vai servir de palco a Imóvel, a peça que marca a estreia da nova temporada do Teatro Nacional São João. Esta voltou a juntar o encenador Hugo Cruz e a escritora Regina Guimarães numa co-produção do TNSJ e da companhia Nómada. Centra-se em três moradores de um prédio que, há três anos, tem um problema com infiltrações de água no telhado. O espectáculo vai estar em cena de 19 a 23 de Setembro.

O Teatro Carlos Alberto (TeCa) é o ponto de encontro do público que será depois encaminhado para o local de apresentação da peça, onde os espectadores vão poder assistir a várias assembleias que têm como “ordem de trabalhos um único ponto: obras”.

As reuniões são o motivo pelo qual uma investigadora, um hipster, uma psicóloga esotérica e um entregador de pizzas (os habitantes do imóvel e ainda um quarto elemento que se cruza com eles por acaso) se juntam em cena. Estes funcionam como retrato de “uma geração urbana, individualista e letárgica que valoriza a sua solidão”, segundo a nota de imprensa.

As reuniões acabam por não levar à solução do problema e, a dada altura, surge a questão. Os encontros serão mesmo pela questão das infiltrações ou serão "a última hipótese que lhes resta para trazer o conceito de colectividade às suas vidas e para o cenário urbano actual?".

Imóvel promove assim uma reflexão sobre a cidade e a cidadania, enquanto "procura questionar o sentimento actual de cidadão insatisfeito e a postura passiva que as pessoas assumem nas cidades em que habitam".

A peça pode ser vista de quarta a sexta-feira, às 21.00; ao sábado, às 19.00; e ao domingo, às 16.00, por 10€.

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