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Netflix anuncia filmes para 2021
NetflixRyan Reynolds, Gal Gadot e Dwayne Johnson

Netflix agiganta-se e estreia um filme por semana em 2021

O serviço de streaming anunciou 70 longas-metragens para este ano. Entre elas está ‘Don't Look Up’, protagonizada por Leonardo DiCaprio e Jennifer Lawrence.

Por
Hugo Torres
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Com os espectadores longe dos cinemas, os serviços de streaming estão a tentar ocupar esse vazio – pelo menos para este ano, que se prevê ainda muito fustigado pela pandemia. A HBO e a Disney já tinham anunciado um reforço substancial dos conteúdos disponíveis nas respectivas plataformas. Agora é a vez da Netflix. Perante a concorrência, que tenta seduzir os assinantes introduzindo no catálogo filmes pensados para estrearem em sala, a empresa norte-americana abandonou a estratégia habitual e anunciou de uma só vez uma parte substancial das longas-metragens “originais” que tem previstas para 2021. O número é impressionante – um total de 70 filmes, mais de um por semana – e os nomes envolvidos não lhe ficam atrás.

Desde logo em Don’t Look Up. A comédia de Adam McKay, que tem um Óscar por A Queda de Wall Street, está recheada de estrelas de primeira linha em Hollywood: Leonardo DiCaprio e Jennifer Lawrence, que dão corpo aos dois astrónomos que tentam alertar a Humanidade para a iminência do apocalipse provocado por um meteoro, e ainda Timothée Chalamet, Chris Evans, Cate Blanchett, Meryl Streep, Jonah Hill ou Matthew Perry. A data de estreia, tal como na maioria das restantes produções anunciadas, não foi revelada. No entanto, o vídeo que a Netflix montou para dar tracção a este anúncio, feito esta terça-feira, revelou uma cena até agora inédita com os dois protagonistas.

O vídeo é apresentado por Ryan Reynolds, Gal Gadot e Dwayne Johnson, que lideram o elenco de uma outra aposta da Netflix, Red Notice. Um filme de acção com queda para a comédia, que segue três agentes da Interpol em busca do maior ladrão de arte do mundo, e tem um orçamento de 160 milhões de dólares. Mas não são os únicos a participar de viva voz. Entre os demais encontram-se Lin-Manuel Miranda e Halle Berry, ambos a sentarem-se pela primeira vez na cadeira do realizador (respectivamente com a adaptação do musical Tick, Tick... Boom, e com Bruised, drama que a própria Halle Berry protagoniza); Melissa McCarthy e Octavia Spencer, duas improváveis super-heroínas na comédia de acção Thunder Force; Amy Adams, representando A Mulher à Janela, thriller de Joe Wright (realizador de Expiação); ou Regina King e Jonathan Majors (lembram-se dela de Watchmen e dele de Lovecraft Country), que entram no western The Harder They Fall.

Este último tem a particularidade de ser a primeira colaboração de Jay-Z com a Netflix – o rapper é o produtor do filme, no qual também entra Idris Elba. Outro nome de monta a unir esforços pela primeira vez com a plataforma é a realizadora Jane Campion (Óscar por O Piano), que tem The Power of the Dog para apresentar, drama com Benedict Cumberbatch e Kirsten Dunst. Seguem-se muitos, muitos outros. No entanto, uma vez que se fala em estatuetas douradas, vale a pena referir The White Tiger, produção indiana com estreia a 22 deste mês, e Malcolm & Marie, um filme de prestígio, a preto e branco, centrado na relação das personagens interpretadas por Zendaya e David Washington, que se estreia a 5 de Fevereiro. São as apostas da plataforma de streaming para os prémios da Academia.

A caminho dos 200 milhões de assinantes em todo o mundo, a Netflix aposta num leque de filmes que cobre múltiplos géneros e faixas etárias. E fê-lo num ano em que as grandes produtoras norte-americanas se retraíram devido à pandemia – a Netflix adquiriu até alguns destes títulos a grandes companhias como a Sony, a MGM ou a própria Disney. Para efeitos comparativos, diga-se que o grande passo na direcção do streaming dado pela WarnerMedia, que detém os estúdios Warner Bros e a HBO, concorrente directa na Netflix, incluía estrear simultaneamente, em sala e HBO Max, todos os 17 filmes esperados para este ano. Dezassete. O que deverá ser acompanhado com o aumento de preço. Com a Disney+ acontecerá o mesmo (mais dois euros pela adição do conteúdo Star, a partir de Fevereiro). A resposta da Netflix? Paga para ver. E põe os trunfos na mesa.

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