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Televisão, Séries, A Maldição de Bly Manor
©DRA Maldição de Bly Manor de Mike Flanagan

Onze minisséries da Netflix que vale a pena ver

Se não tem paciência para acompanhar duas, três ou mais de dez temporadas, veja estas minisséries na Netflix.

Escrito por
Raquel Dias da Silva
,
Sebastião Almeida
e
Hugo Torres
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As minisséries têm vantagens relativamente às séries e aos filmes. Por um lado, não se arrastam demasiado (como um certo drama médico que nos ocorre), por outro, permitem desenvolver melhor a história e os personagens. Se não tem paciência para um sem-fim de temporadas, mas apetece-lhe fazer uma maratona ao fim-de-semana (ou, por que não, apenas num dia), há pelo menos 11 minisséries na Netflix que vale a pena ver. Adaptações de livros ou narrativas inspiradas em casos reais, mistérios policiais ou dramas, há propostas para todos os gostos. Só tem de escolher – com a garantia de que não se irá fartar.

Recomendado: As melhores séries para ver na Netflix

Minisséries para ver na Netflix:

1. Deep Water (2016)

Apesar de não estar identificada como minissérie na plataforma de streaming, esta produção australiana, inspirada nos casos reais de centenas de assassinatos homofóbicos ocorridos em Sydney nas décadas de 80 e 90, é composta por apenas quatro episódios. A história acompanha os detectives Tori Lustigman (Yael Stone) e Nick Manning (Noah Taylor) na investigação de uma série de assassinatos em Bondi Beach: as vítimas são todas homens homossexuais.

2. Alias Grace (2017)

Baseada no premiado romance histórico de Margaret Atwood, esta minissérie canadiana de seis episódios acompanha a história de Grace Marks (Sarah Gadon), uma jovem irlandesa condenada a prisão perpétua, no Canadá do século XIX, pelo assassinato brutal do seu patrão e da governanta da casa, Nancy Montgomery (Anna Paquin). Apaixonado por Grace, o psiquiatra Simon Jordan (Edward Holcroft), responsável por avaliar se a suposta assassina deve ou não ser perdoada por insanidade, fará de tudo para descobrir a verdade sobre o caso.

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3. Godless (2017)

Esta minissérie americana, produzida por Scott Frank, remete para os clássicos do faroeste em sete episódios, num total de sete horas e meia. A narrativa, ambientada na década de 80 do século XIX, acompanha o implacável fora-da-lei Frank Griffin (Jeff Daniels), que aterroriza o Novo México à procura de Roy Goode (Jack O'Connell), um antigo membro do seu bando que encontrou uma nova vida em La Belle, uma cidade que, depois de um desastre numa mina, é habitada praticamente só por mulheres – homens são só dois ou três velhos, o xerife cada vez mais míope e desacreditado e o seu assistente.

4. Collateral (2018)

Nesta minissérie britânica, produzida pela BBC e composta por quatro episódios com quase uma hora cada, a detective londrina Kip Glaspie (Carey Mulligan) descobre, ao investigar o assassinato aparentemente aleatório de um entregador de pizzas, uma intrincada conspiração de traficantes de droga, contrabandistas e espiões. 

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5. Unbelievable (2019)

Esta minissérie original da Netflix é baseada em factos verídicos. Inspirada no trabalho jornalístico vencedor de um Pulitzer de Ken Armstrong e T. Christian Miller, fala da história de Marie Adler, uma adolescente inserida numa comunidade para jovens em risco no estado de Washington que, em 2008, reporta à polícia uma violação. Só que as autoridades não acreditam nela e acusam-na de ter forjado o ataque. Até que, anos depois, sucessivos casos de violação ocorrem em vários estados, levando a que seja aberta uma investigação que culmina na captura do homem que atacou Marie em 2008.

6. When They See Us (2019)

Cinco adolescentes são injustamente acusados de atacar e violar uma mulher no Central Park, em 1989. Quatro dos jovens são enviados para um centro de correcção, mas um deles, por já ter 16 anos, é enviado para uma prisão. Esta minissérie de Ava DuVernay mostra como o processo judicial foi negligentemente conduzido pela polícia e o preconceito existente nas forças policiais de Nova Iorque. Em 2002, os cincos homens foram libertados e ilibados, depois de um homem ter confessado o ataque de Central Park.

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7. Caliphate (2020)

Em oito episódios, este drama mergulha-nos na dura realidade da radicalização religiosa e põe a descoberto os perigos da ameaça terrorista.  A minissérie, criada por Wilhelm Behrman e Niklas Rockström, baseou-se numa profunda investigação com peritos e segue a história de cinco raparigas suecas desde o primeiro momento em que conhecem o homem que as radicaliza e a viagem que culmina na sua chegada à cidade síria de Raqqa, terriório do auto-proclamado estado islâmico. Pelo meio, os destinos cruzam-se e há quem tente voltar a casa.

8. Madam C. J. Walker: Uma Vida Empreendedora (2020)

Baseada em factos reais, esta minissérie de quatro episódios conta como Sarah Breedlove, uma lavadeira afro-americana de origens humildes, construiu um império de produtos de beleza e se tornou milionária. Além de Octavia Spencer no papel da protagonista, o elenco principal conta ainda com Blair Underwood, Tiffany Haddish, Carmen Ejogo, Garrett Morris e Kevin Carroll.

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9. A Maldição de Bly Manor (2020)

A equipa de criativos que nos assustou com o terror sobrenatural de A Maldição de Hill House está de regresso. As duas histórias são independentes e a que agora nos chega é baseada em Calafrio, de Henry James (1898), narrando o estarrecedor quotidiano de uma ama americana (Victoria Pedretti) contratada para cuidar de duas crianças órfãs, numa casa de campo. A trama passa-se na Inglaterra dos anos 1980, carregando nas tintas da literatura gótica, com aparições, sugestões e deambulações pouco aconselháveis a espectadores agitados e impressionáveis. Além de Pedretti, também Oliver Jackson-Cohen, Henry Thomas e Kate Siegel transitam do elenco da maldição anterior para o desta.

10. The English Game (2020)

Apesar de a expectativa de haver mais do que uma temporada, esta produção britânica, inspirada em factos históricos mas com muitos acontecimentos fictícios, estreou-se este ano como uma minissérie de seis episódios sobre dois futebolistas do século XIX em lados opostos de um fosso social, que enfrentam desafios profissionais e pessoais para mudarem o jogo – e Inglaterra – para sempre. Os protagonistas são o britânico Arthur Kinnaird (Edward Holcroft), considerado por muitos a primeira estrela do futebol, e o escocês Fergus Suter (Kevin Guthrie), reconhecido como o primeiro futebolista profissional.

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11. Unorthodox (2020)

É a primeira série da plataforma de streaming falada, sobretudo,em ídiche. Vagamente inspirada em Unorthodox: The Scandalous Rejection of My Hasidic Roots, de Deborah Feldman, que virou as costas à comunidade hassídica de Nova Iorque, esta minissérie de quatro episódios conta a história de Esty (Shira Haas), uma jovem judia que foge do seu casamento arranjado e da comunidade ultra-ortodoxa de Williamsburg, Brooklyn, e parte para Berlim.

Mais para ver:

  • Filmes

A oferta ainda não é muita nesta parcela de entretenimento, mas a HBO caminha para construir uma biblioteca mais variada e espera-se que chegue a Portugal uma boa tranche daquilo que está disponível na plataforma do lado de lá do Atlântico. Para já, há alguns títulos que devem fazer parte da lista de obrigatórios; histórias de crime, de fraude, de coragem contra sociedades e governos e mentalidades. Estes oito documentários na HBO são alguns dos melhores que se encontram pelo vasto mundo do streaming, e só tem de sentar-se e vê-los.

  • Filmes

As listas, como quase tudo nesta vida, são relativas. Mas depois de enchermos uma espécie de conselho de administração com loucos de séries televisivas e outros consultores da redacção da Time Out, chegámos a estas 25. Portanto, se vai começar a disparar insultos e a pedir justificações para as suas séries de comédia preferidas não estarem aqui avisamos já que não vai ter sucesso. Podiam ser outras, mas são estas. E pedimos desculpa às que ficaram de fora. Mais um alerta à tripulação: estas séries de comédia estão ordenadas apenas por ordem alfabética, que não queremos alimentar ainda mais a polémica. Ria-se connosco.

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  • Filmes

Comédias e westerns, policiais e melodramas, ficção científica e fantástico, sem esquecer o musical, há de tudo nesta lista preenchida com 75 dos melhores filmes clássicos. Nela encontramos obras de alguns dos melhores realizadores da história do cinema, como Buster Keaton, Fritz Lang, Ingmar Bergman, John Ford, Howard Hawks, Federico Fellini, François Truffaut, Jean-Luc Godard, Luchino Visconti ou Martin Scorsese, entre muitos, muitos outros. Pode ser o início de uma colecção de grandes obras do cinema mundial em DVD ou Blu-ray. Ou ainda uma lista para orientação no YouTube, onde se encontram vários destes títulos em boas cópias.

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