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"The Haunting of Hill House" agora é uma série da Netflix

The Haunting of Hill House
Steve Dietl/Netflix The Haunting of Hill House

Nada como uma boa história sobre casas assombradas. E uma das melhores de toda a literatura de terror foi contada pela escritora americana Shirley Jackson no seu clássico The Haunting of Hill House, publicado em 1959 (A Maldição de Hill House, na tradução portuguesa). O livro já foi adaptado ao cinema por duas vezes e, agora, surge a versão tutelada pela Netflix , que se estreia na sexta-feira.

A realização da série está a cargo de Mike Flanagan (Oculus: O Espelho do Demónio, Jogo Perigoso), que também escreveu o argumento. A produção é da Amblin TV de Steven Spielberg e da Paramount.

Esta nova adaptação da aclamada obra de Shirley Jackson, uma das favoritas de autores do género como Stephen King ou Damon Knight, tem dez episódios e um elenco de onde sobressaem os nomes de Michael  Huisman, Carla Gugino, Timothy Hutton ou Henry Thomas. E faz alterações significativas à história-mãe, o que não acontecia nas versões para cinema assinadas por Robert Wise, em 1963, com o título A Casa Malditae de Jan de Bont, em 1999, como A Mansão.

O enredo original de A Maldição de Hill House passa-se na casa com o mesmo nome, uma enorme e sinistra mansão construída em finais do século XIX  por um homem muito rico e muito pérfido chamado Hugh Crain, com reputação  de ser assombrada. Nomeadamente, pelo fantasma do proprietário,  condenado a errar nela devido ao mal que fez em vida, no que é  acompanhado pelos espíritos de vários daqueles a quem maltratou.

A casa está desabitada e calhou como herança a um jovem estróina, Luke Sanderson, que quer comprovar se há mesmo lá actividade sobrenatural, antes de a ir habitar ou vender. Para tal, Luke, acompanhado por John Montague, um cientista que investiga fenómenos paranormais, por Eleanor Vance, uma rapariga tímida e solitária,  e por Theodora, uma espalhafatosa  artista, tendo ambas  já vivido experiências ligadas ao sobrenatural, instalam-se em Hill House por algum tempo.

Mais tarde, a mandona e arrogante mulher de Montague junta-se ao quarteto. E entretanto, Eleanor revela-se a mais  sensível de todos a possíveis presenças e manifestações paranormais, uma verdadeira antena humana de sinais vindos de um outro plano da existência.

O filme de Robert Wise é o mais fiel dos dois ao livro, já que, como a escritora, o realizador fica-se por sugerir a existências de forças sobrenaturais na mansão, sem as mostrar explicitamente. O mesmo já não sucede na versão de Jan de Bont, que dá cabo da história ao ir na direcção oposta à de Shirley Jackson e de Wise, usando e abusando dos efeitos especiais para figurar as forças sobrenaturais que assombram o lúgubre casarão.

Já esta nova série da Netflix centra-se num grupo de irmãos que, quando crianças, cresceram em Hill House, que se tornaria a casa assombrada mais famosa dos EUA. Agora adultos, e forçados a estar juntos devido a uma tragédia  na família, vão confrontar os horrores do seu passado. A história mudou muito, mas a casa dos fantasmas ainda lá está.

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